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31 de outubro de 2018, 22h32

Homem gera polêmica ao ir fantasiado de Ku Klux Klan em festa de Halloween

Festa aconteceu em uma academia de ginástica do interior de São Paulo um dia antes da votação que elegeu Jair Bolsonaro (PSL), que recebeu mensagem de apoio do ex-líder do movimento racista norte-americano que ficou conhecido pelo assassinato de negros

Reprodução/Facebook
Viralizou nas redes sociais, nesta quarta-feira (31), imagens de um rapaz fantasiado com trajes típicos da Ku Klux Klan, movimento supremacista branco dos Estados Unidos surgido no século XVIII. Ele estava em uma festa de Halloween promovida no último sábado (27) por uma academia de ginástica de Araçatuba, interior de São Paulo. A Ku Klux Kan surgiu da junção de movimentos radicais de direita e ficou conhecida principalmente por assassinar negros no sul dos Estados Unidos. O ex-líder da KKK, David Duke, inclusive, chegou a elogiar o presidente eleito Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral. “Ele soa como nós. E também é...

Viralizou nas redes sociais, nesta quarta-feira (31), imagens de um rapaz fantasiado com trajes típicos da Ku Klux Klan, movimento supremacista branco dos Estados Unidos surgido no século XVIII. Ele estava em uma festa de Halloween promovida no último sábado (27) por uma academia de ginástica de Araçatuba, interior de São Paulo.

A Ku Klux Kan surgiu da junção de movimentos radicais de direita e ficou conhecida principalmente por assassinar negros no sul dos Estados Unidos. O ex-líder da KKK, David Duke, inclusive, chegou a elogiar o presidente eleito Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral. “Ele soa como nós. E também é um candidato muito forte. É um nacionalista”, afirmou.

Internautas consideraram a fantasia do rapaz de Araçatuba racista e ofensiva e, diante da repercussão negativa, a academia que promoveu a festa divulgou uma nota oficial lamentando o ocorrido. “No dia 27/10 um de nossos alunos trajou fantasia que aludia as vestimentas usadas pelo antigo movimento KKK. Nós esclarecemos que lamentamos e não pactuamos com qualquer forma de discriminação e preconceito. Assim, com este ato, se solidariza com todos que sofreram algum tipo de constrangimento e discriminação com o ocorrido e reafirma o compromisso com a promoção da igualdade étnico racial, de gênero e religiosa para com a sociedade”, diz a nota.

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A academia informou ainda que afastou o rapaz, que é era aluno, pois no local “não há espaço para o racismo”.

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