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26 de Março de 2014, 13h19

Homenagem de Bolsonaro ao golpe militar é derrubada na Câmara

Líderes avaliaram que "celebração" criaria mal estar; PP ainda pode indicar Bolsonaro para sessão que vai homenagear ativistas contrários ao regime militar

Líderes avaliaram que “celebração” criaria mal estar; PP ainda pode indicar Bolsonaro para sessão que vai homenagear ativistas contrários ao regime militar

Por Redação

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) havia entrado com pedido para realizar uma sessão de homenagem ao golpe militar de 1964. Porém, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), derrubou o pedido do parlamentar. A decisão foi tomada após uma discussão com os líderes dos partidos, que chegaram à conclusão de que tal homenagem iria causar desgaste à Casa.

O presidente da Câmara aprovou apenas um requerimento, da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que conta com apoio de líderes de outros partidos. Em seu pedido, Erundina destina uma sessão para homenagear “civis e militares que resistiram à ditadura, consagrada à reflexão sobre o significado da luta pela democracia e sobre a herança autoritária, ainda por enfrentar e superar plenamente em nosso país”.

Com a recusa do requerimento de Jair Bolsonaro, o deputado fica excluído da sessão sobre os 50 anos do golpe militar. Porém, se a liderança do Partido Progressista indicar o nome do parlamentar para a sessão, ele poderá participar. Esta não é primeira vez que o deputado, que é declaradamente a favor de um regime militar, tem pedido similar negado. Em 2013, a presidência da Câmara vetou uma exposição fotográfica a respeito dos Anos de Chumbo.