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31 de julho de 2014, 14h31

“Houve má prática do Poder Judiciário dos Estados Unidos”, diz representante do governo argentino

Jorge Capitanich, chefe de gabinete da Argentina, declarou que os EUA não atuaram de maneira adequada sobre a questão da dívida com os fundos abutres

Jorge Capitanich, chefe de gabinete da Argentina, declarou que os EUA não atuaram de maneira adequada sobre a questão da dívida com os fundos abutres Por Redação Em coletiva de imprensa, o chefe de gabinete do governo argentino, Jorge Capitanich, declarou que na disputa em torno da dívida do país com os fundos credores “houve uma má prática por parte do Poder Judiciário dos Estados Unidos”. Ele também refutou a tese de que se trata de um poder “independente”. “Que não venham com a desculpa de que o Poder Judiciário é independente. É independente da racionalidade, mas não são independentes dos...

Jorge Capitanich, chefe de gabinete da Argentina, declarou que os EUA não atuaram de maneira adequada sobre a questão da dívida com os fundos abutres

Por Redação

Em coletiva de imprensa, o chefe de gabinete do governo argentino, Jorge Capitanich, declarou que na disputa em torno da dívida do país com os fundos credores “houve uma má prática por parte do Poder Judiciário dos Estados Unidos”. Ele também refutou a tese de que se trata de um poder “independente”. “Que não venham com a desculpa de que o Poder Judiciário é independente. É independente da racionalidade, mas não são independentes dos fundos podres”, criticou Capitanich.

O chefe de gabinete afirmou que a “Argentina pagou” a dívida.” Capitanich declarou que o “país depositou os fundos necessários e suficientes na conta do agende fiduciário no Banco Central, assim esses fundos pertencem aos titulares e os titulares são aqueles que devem exigir o pagamento ao juiz”.

Jorge Capitanich também negou a tese de “calote técnico” e disse não passar de “uma farsa absurda que busca derrubar o processo de reestruturação da dívida soberana”. Por fim, declarou que não é “possível que o sistema financeiro e a comunidade internacional apoiem um grupo minúsculo tentando derrubar o processo para reestruturar dívidas de caráter soberano”.

Veja também:  "Depende de articulação com os americanos", diz Dallagnol a Moro sobre nova fase da Lava Jato

A presidenta Cristina Kirchner deve fazer um pronunciamento nesta quinta-feira (31) sobre o tema.

Foto: Rádio Nacional 

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