13 de março de 2019, 09h02

Ignácio de Loyola Brandão deve ocupar vaga de Helio Jaguaribe na ABL

O anúncio de que ele apresentaria sua candidatura afastou eventuais interessados de peso, o que o tornou praticamente um candidato único

Foto: André Brandão/Divulgação
O escritor Ignácio de Loyola Brandão, autor de “Zero”, “Não Verás País Nenhum” entre outros, deverá ser eleito para uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL), nesta quinta-feira (14). O autor é cotado para ocupar a vaga do sociólogo e cientista político Helio Jaguaribe, morto em setembro do ano passado, aos 95 anos. Loyola Brandão é um dos principais nomes da geração de escritores brasileiros surgida nos anos 1960 e 1970 —dois deles, Antônio Torres e Nélida Piñon, já compõem o quadro de imortais da casa. O anúncio de que ele apresentaria sua candidatura afastou eventuais interessados de peso,...

O escritor Ignácio de Loyola Brandão, autor de “Zero”, “Não Verás País Nenhum” entre outros, deverá ser eleito para uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL), nesta quinta-feira (14). O autor é cotado para ocupar a vaga do sociólogo e cientista político Helio Jaguaribe, morto em setembro do ano passado, aos 95 anos.

Loyola Brandão é um dos principais nomes da geração de escritores brasileiros surgida nos anos 1960 e 1970 —dois deles, Antônio Torres e Nélida Piñon, já compõem o quadro de imortais da casa.

O anúncio de que ele apresentaria sua candidatura afastou eventuais interessados de peso, o que o tornou praticamente um candidato único. A cadeira é disputada apenas por autores desconhecidos que sempre surgem quando há uma vaga na instituição.

O nome do autor une em torno da sua candidatura tanto os escritores quanto a chamada “ala dos notáveis”, formada por políticos, juristas, médicos e egressos de outros ofícios que não a literatura.

Além disso, Loyola Brandão escreveu a biografia da antropóloga Ruth Cardoso (1930-2008), mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é imortal.

Nascido em Araraquara, o autor foi jornalista, começando sua carreira no Última Hora. Para o romance “Zero”, ele se inspirou em histórias que não puderam ser publicadas no jornal, por conta da censura. O livro se tornou uma das principais obras brasileiras sobre a ditadura militar. Foi lançado antes na Itália, em 1974, e só um ano depois no Brasil, onde foi logo censurado.

Com informações da Folha