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23 de agosto de 2017, 10h02

Ignorando polêmica, Gilmar solta mais três presos da máfia dos ônibus

No último final de semana o ministro do STF havia soltado outros dois, entre eles, o empresário Jacob Barata Filho. Da Redação Foi decretada a soltura de mais três pessoas detidas pela Operação Ponto Final, em mais um habeas corpus foi concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Na sexta-feira (18), o juiz já havia liberado o empresário Jacob Barata Filho e ex-presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira. Desta vez, os beneficiados foram o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro), Rogério Onofre, sua esposa, Dayse Deborah, e o policial civil aposentado e gestor da Trans-Expert, David...

No último final de semana o ministro do STF havia soltado outros dois, entre eles, o empresário Jacob Barata Filho.

Da Redação

Foi decretada a soltura de mais três pessoas detidas pela Operação Ponto Final, em mais um habeas corpus foi concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Na sexta-feira (18), o juiz já havia liberado o empresário Jacob Barata Filho e ex-presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira.

Desta vez, os beneficiados foram o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro), Rogério Onofre, sua esposa, Dayse Deborah, e o policial civil aposentado e gestor da Trans-Expert, David Augusto da Câmara Sampaio. Assim como os outros, Mendes determinou que eles permaneçam em prisão domiciliar, o recolhimento de seus passaportes e a proibição de contato com os outros investigados.

Uma polêmica começou na última sexta (18), quando o ministro soltou Barata Filho e Teixeira. Logo depois, o juiz Marcelo Brêtas, da Justiça Federal do Rio de Janeiro, determinou nova prisão que foi revogada por Mendes que liberou, novamente, os dois detidos.

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Esta decisão foi estendida, no sábado, para outros investigados: Marcelo Praça Gonçalves, Enéas da Silva Bueno, Cláudio Sá Garcia de Freitas e Octacílio de Almeida Monteiro. A Operação Ponto Final investiga um esquema que teria movimentado cerca de R$ 260 milhões em propinas, pagas por empresários do setor de transporte público do Rio de Janeiro a políticos, entre eles o ex-governador Sérgio Cabral.

A disputa gerou um grande mal-estar com o Ministério Público Federal, que pediu a suspeição de Gilmar Mendes, uma vez que a filha de Jacob Barata foi casada com um sobrinho do ministro, que foi padrinho do casamento. Mendes afirmou que, legalmente, não há nenhum impedimento para que atue no caso.

*com informações do Brasil 247
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

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