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19 de abril de 2018, 22h04

Impedido de visitar Lula, Esquivel denuncia Estado de exceção no Brasil

Amigo de Lula e vencedor do Prêmio Nobel da Paz foi impedido pela Justiça de fazer visita, mesmo em dia marcado. Diante do direito cerceado, o ativista argentino de direitos humanos deixou uma carta

Foto: Ricardo Stuckert
Por RBA O ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1980, escreveu uma carta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde de hoje (19), após ter sido novamente impedido pela Justiça de visitá-lo. Lula está em seu 12º dia de cárcere na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, no bairro de Santa Cândida, em Curitiba. A carta de Esquivel traz o seguinte texto: “Forte abraço, irmão Lula. Tentei te visitar junto com Leonardo Boff. Mas negaram autorização. Apesar dessa atitude discriminatória e violatória de direitos, gostaria de dizer que o mundo se mobiliza por...

Por RBA

O ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1980, escreveu uma carta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde de hoje (19), após ter sido novamente impedido pela Justiça de visitá-lo. Lula está em seu 12º dia de cárcere na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, no bairro de Santa Cândida, em Curitiba.

A carta de Esquivel traz o seguinte texto: “Forte abraço, irmão Lula. Tentei te visitar junto com Leonardo Boff. Mas negaram autorização. Apesar dessa atitude discriminatória e violatória de direitos, gostaria de dizer que o mundo se mobiliza por sua liberdade. Forte abraço, muita força e esperança. Conte com nossa solidariedade e apoio”.

Esquivel disse poucas palavras à imprensa e aos presentes após tentar, durante todo o dia, negociar a visita. “Temos esperado muito para o dia de hoje. Estivemos com o superintendente para que ele permitisse a visita. A informação que temos é que foi negado. Não permitem a mim e a Leonardo Boff ver Lula. Isso é grave. Grave porque estão retirando a liberdade do direito de visitas. Nos preocupa também porque o Brasil está vivendo um Estado de exceção. A prisão de Lula afeta a todos nós.”

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O ativista ainda fez um apelo para que a Justiça reconsidere o modelo rígido de visitas ao ex-presidente. “Virão muitas delegações de muitas partes do mundo e peço que repensem, reflitam, sobre o que é justiça e verdade. O respeito da pessoa e do povo é fundamental. Então, desejo força, esperança e unidade a todos que estão aqui.”

A mensagem final foi de esperança na luta para os que acreditam na democracia. “Precisamos de unidade na diversidade. Temos muito claro que o fortalecimento da democracia, dos direitos do povo. Lula fez um grande esforço de tirar da pobreza extrema 30 milhões. Estou propondo que Lula ganhe o Nobel da Paz. Espero que isso anime e dê força ao povo brasileiro. Há muita gente preocupada e muitas organizações trabalhando para encontrar uma solução”, disse.

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