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27 de março de 2019, 07h59

Incompetente e sem controle emocional, diz presidente do Inep demitido por Vélez

Declarações agravam fragilidade do ministro, cuja autonomia gerencial está em xeque por disputa entre militares e o grupo de Olavo de Carvalho no MEC

Ricardo Vélez-Rodriguez (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasi)l
Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta quarta-feira (27), Marcus Vinicius Rodrigues, demitido ontem (26) da presidência do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) afirmou que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez é “gerencialmente incompetente” e não tem “controle emocional” para conduzir a pasta. Ainda sobre o ministro, o ex-presidente afirmou que “não teve acesso a boas faculdades” e que seria “refém” da próprias limitações mesmo sendo uma “pessoa de bem”. A demissão amplia a crise dentro do Ministério da Educação (MEC) – alvo de disputa entre a ala militar do governo e o grupo ligado...

Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta quarta-feira (27), Marcus Vinicius Rodrigues, demitido ontem (26) da presidência do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) afirmou que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez é “gerencialmente incompetente” e não tem “controle emocional” para conduzir a pasta.

Ainda sobre o ministro, o ex-presidente afirmou que “não teve acesso a boas faculdades” e que seria “refém” da próprias limitações mesmo sendo uma “pessoa de bem”.

A demissão amplia a crise dentro do Ministério da Educação (MEC) – alvo de disputa entre a ala militar do governo e o grupo ligado ao guru ideológico do clã Bolsonaro, o astrólogo Olavo de Carvalho. A guerra teria, inclusive, colocado a autonomia de Vélez em xeque.

Hoje, ele é esperado para falar à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Além de outras baixas em cargos importantes da pasta, a então secretária da Educação Básica Tania Leme de Almeida pediu demissão do cargo na última segunda-feira (25), em razão da suspensão da avaliação da alfabetização no Brasil, decisão publicada em portaria do Inep.

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O ex-presidente Marcus Vinicius disse que este imbróglio foi apenas um pretexto para que Vélez o tirasse do cargo.

Ele alega que o pedido para a suspensão da avaliação partiu do secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim, considerado próximo do ministro, quem dificilmente não teria sido previamente consultado sobre o assunto.

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