07 de março de 2019, 07h43

Indiciado por corrupção, Benjamin Netanyahu vê derrota antecipada em eleições simuladas em Israel

Netanyahu recebe a visita de Jair Bolsonaro em Israel poucos dias antes das eleições. Bolsonaro desembarca no país em 31 de março e ficará até 4 de abril

Bolsonaro e Benjamin Netanyahu (Arquivo/Agência Brasil)
Uma eleição simulada da Escola de Ensino Médio Blich, em Ramat Gan, cidade vizinha a Tel Aviv, prenunciou a derrota do atual premiê, Benjamin Netanyahu, que ocupa o cargo há 10 anos. Tradicional em Israel, a votação simulada é vista como um desfecho das urnas verdadeiras, informa reportagem desta quarta (7) da Folha de S.Paulo. A reportagem lembra que, em 1977, a simulação previu a vitória do então novato partido de direita Likud (União). Em 1992, anteciparam a volta do Partido Trabalhista, com Yitzhak Rabin. Na votação deste ano, em primeiro lugar, com 47%, ficou o partido de centro Kahol Lavan...

Uma eleição simulada da Escola de Ensino Médio Blich, em Ramat Gan, cidade vizinha a Tel Aviv, prenunciou a derrota do atual premiê, Benjamin Netanyahu, que ocupa o cargo há 10 anos. Tradicional em Israel, a votação simulada é vista como um desfecho das urnas verdadeiras, informa reportagem desta quarta (7) da Folha de S.Paulo.

A reportagem lembra que, em 1977, a simulação previu a vitória do então novato partido de direita Likud (União). Em 1992, anteciparam a volta do Partido Trabalhista, com Yitzhak Rabin.

Na votação deste ano, em primeiro lugar, com 47%, ficou o partido de centro Kahol Lavan (Azul e Branco), do general da reserva Binyamin “Benny” Gantz e do ex-âncora de TV Yair Lapid. O Likud de Netanyahu recebeu menos da metade (21%) dos votos. A derrota é resultado dos escândalos de corrupção envolvendo Netanyahu.

Um mês e meio antes das eleições gerais de Israel, em 9 de abril, o procurador-geral da Justiça do país, Avichai Mandelblit,  enviou carta ao premiê informando que pretende indiciá-lo em três casos de suborno, fraude e quebra de confiança.

Netanyahu nega as denúncias. Ele afirma que está sendo perseguido pela oposição, que pressionou o procurador-geral para “derrubar o governo de direita no poder”. O premiê, agora, precisa apresentar seus argumentos antes do indiciamento ser fechado, o que só acontecerá depois das eleições.

No momento, o bloco de direita ainda é mais numeroso do que o de esquerda, o que favorece Netanyahu, que recebe a visita do presidente Jair Bolsonaro em Israel poucos dias antes das eleições. Bolsonaro desembarca no país em 31 de março e ficará até 4 de abril.

Caso Bolsonaro anuncie a transferência da Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém (passo polêmico que ainda não foi confirmado), poderá dar um importante empurrão político ao premiê. Netanyahu prestigiou Bolsonaro ao participar de sua posse, em Brasília.

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