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12 de junho de 2019, 13h33

Indústria do cigarro vê Bolsonaro como grande aliado

Depois de mais de 20 anos, o setor tabagista volta a ter um aliado na presidência da República, é o que diz Benício Werner, presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil

(Foto http://www.flickr.com/photos/superfantastic/)
É com alívio que o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner, enxerga Bolsonaro. Segundo Werner, o governo é um aliado do setor e vai tratar o tabaco como um cultivo comum. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo “A ministra Tereza Cristina [Agricultura] nos disse que o tabaco vai ser visto como as outras culturas. Não queremos favor, apenas sermos tratados de forma igual”, disse Benício Werner em entrevista a Fábio Zanini, do blog Saída Pela Direita, da Folha. Para a Afubra, o Planalto volta a...

É com alívio que o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner, enxerga Bolsonaro. Segundo Werner, o governo é um aliado do setor e vai tratar o tabaco como um cultivo comum.

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“A ministra Tereza Cristina [Agricultura] nos disse que o tabaco vai ser visto como as outras culturas. Não queremos favor, apenas sermos tratados de forma igual”, disse Benício Werner em entrevista a Fábio Zanini, do blog Saída Pela Direita, da Folha.

Para a Afubra, o Planalto volta a ser aliado após anos de políticas de controle do cigarro. O governo FHC teve José Serra, um anti-tabagista confesso, como ministro da Saúde, que declarou guerra ao setor enquanto esteve no cargo. O PT também era visto como inimigo por, logo no primeiro ano de governo, ter assinado a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), da Organização Mundial da Saúde.

Além da conversa com a ministra da Agricultura, Werner celebra um gesto feito por Sérgio Moro, da Justiça, que ele considera “fenomenal”: a criação de um grupo de trabalho que estuda reduzir a tributação dos cigarros para combater o contrabando. Entre 2011 e 2016, o país adotou um aumento progressivo no preço dos cigarros e viu um queda de quase 30% no número de fumantes.

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Além da redução dos valores, a Afubra busca relativizar os danos do cigarro e apresentar o setor como vítima de uma perseguição. Werner diz que o fumo deve ser uma decisão pessoal. Presidente do principal grupo de defesa dos produtores de tabaco, ele não fuma. “Não tenho nenhum problema com o cigarro, apenas não peguei esse costume. Nunca tive esse gosto, e respeito quem tem”, disse.

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