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15 de janeiro de 2019, 06h24

Instituto Sou da Paz lança campanha contra decreto de posse de armas de Bolsonaro

A primeira peça indaga: "Quem lucra com o sucateamento das polícias e com a liberação das armas?", com a hashtag #NãoTáTudoBem. Bolsonaro deve assinar hoje decreto que facilita a posse de armamentos.

Reprodução/Montagem
O Instituto Sou da Paz, organização não governamental que atua na formulação de políticas públicas de segurança e prevenção da violência, lança nesta terça-feira (15) pelas redes sociais uma campanha contra o decreto de Jair Bolsonaro (PSL) de facilitar o posse de armas, que deve ser assinado também nesta terça. A primeira peça foi publicada na noite desta segunda-feira (14) no Facebook da ONG e indaga: “Quem lucra com o sucateamento das polícias e com a liberação das armas?”, com a hashtag #NãoTáTudoBem. “Em vez de investir em políticas públicas eficientes para prevenir os crimes e a violência, querem transferir...

O Instituto Sou da Paz, organização não governamental que atua na formulação de políticas públicas de segurança e prevenção da violência, lança nesta terça-feira (15) pelas redes sociais uma campanha contra o decreto de Jair Bolsonaro (PSL) de facilitar o posse de armas, que deve ser assinado também nesta terça.

A primeira peça foi publicada na noite desta segunda-feira (14) no Facebook da ONG e indaga: “Quem lucra com o sucateamento das polícias e com a liberação das armas?”, com a hashtag #NãoTáTudoBem.

“Em vez de investir em políticas públicas eficientes para prevenir os crimes e a violência, querem transferir para você a responsabilidade de combater o crime – mesmo sabendo dos riscos a todos que envolvem a posse de uma arma (inclusive a de ser roubada, já que custa tão caro). Precisamos valorizar o salário e o trabalho de policiais, e também adotar medidas para que não morram dentro e fora de serviço, pois mesmo treinados muitos morrem”.

Uma segunda peça reforça a ideia de que só ricos poderão ter armas em casa. “Com o preço de uma pistola”, diz o Sou da Paz, é possível comprar uma geladeira, um fogão, uma máquina de lavar roupas, uma TV de 32 polegadas e um micro-ondas.

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A campanha afirma que, ao facilitar o acesso a armas, o Planalto está repassando ao cidadão uma responsabilidade que, na verdade, é dele. “Se você está doente, o governo não te pede para comprar um bisturi e se operar. Então por que se você sofre com o crime tem que se proteger sozinho?”, diz uma das peças.

O Sou da Paz quer levar a ofensiva publicitária anti-armas para a televisão e para o rádio ainda em janeiro. O instituto acredita que a política adotada por Bolsonaro fará “o número alarmante de 43 mil homicídios anuais cometidos com armas de fogo crescer ainda mais”.

Decreto
O decreto que facilita a posse de armas deve ser assinado nesta terça-feira (15) por Bolsonaro. O texto não foi divulgado, mas a proposta é possibilitar que cada cidadão tenha até duas armas em casa.

O decreto está em discussão desde os primeiros dias do governo, por ser tratado como uma promessa de campanha de Bolsonaro. O presidente é um antigo crítico do Estatuto de Desarmamento e, durante a campanha eleitoral, defendeu a reformulação da legislação.

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Com informações da Folha de S.Paulo.

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