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03 de abril de 2018, 11h26

Íntegra do discurso histórico de Valério Arcary: “Quem não sabe contra quem luta não pode vencer”

“Aqui estamos começando a erguer os tijolos de uma muralha na luta contra o fascismo", disse o professor

O professor e líder do PSOL, Valério Arcary, fez um discurso histórico, na noite desta segunda-feira (3), no Ato em Defesa da Democracia, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, pela união de todos os partidos e forças populares contra o neofascismo. “Quem não sabe contra quem luta não pode vencer. Contra o fascismo do nosso tempo, somos todos camaradas.” Valério Arcary foi fundador e membro do PT durante 12 anos. De acordo com ele, desde 92, está foi a primeira vez em que subiu num mesmo palco em que estava o Lula. “São 26 anos. Fiz questão de vir...

O professor e líder do PSOL, Valério Arcary, fez um discurso histórico, na noite desta segunda-feira (3), no Ato em Defesa da Democracia, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, pela união de todos os partidos e forças populares contra o neofascismo.

“Quem não sabe contra quem luta não pode vencer. Contra o fascismo do nosso tempo, somos todos camaradas.”

Valério Arcary foi fundador e membro do PT durante 12 anos. De acordo com ele, desde 92, está foi a primeira vez em que subiu num mesmo palco em que estava o Lula. “São 26 anos. Fiz questão de vir hoje aqui. Estive durante muitos anos na direção do PSTU e, agora, a corrente no qual eu me integro no PSOL é a MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente Socialista). É possível que daqui a uma semana haja uma ordem de prisão contra Lula. Assim como lutaremos contra o neofascismo, lutaremos ao lado do PT contra a condenação e a prisão do Lula. As diferenças do passado, as diferenças com as alianças que o PT decidiu fazer, não nos impedem de dizer: não haverá um só ato neste país contra a prisão do Lula onde a bandeira do PSOL não será levantada e com orgulho”, disse.

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O professor fez ainda um alerta: “surgiu no Brasil uma corrente neofascista que tem audiência de massas e isto é novo. E esta corrente têm relações com milícias armadas que operam no subterrâneo da vida social brasileira. Não é acidental a execução de Marielle no Rio. Esta corrente ainda é minoria, mas se não for detida poderá crescer. O neofascismo do nosso tempo não é somente uma corrente exaltada, não é somente autoritária. É a barbárie, é o braço armado do capital.”

O discurso de Arcary pela unidade inflamou o local e se espalhou rapidamente pelas redes: “Aqui estamos começando a erguer os tijolos de uma muralha na luta contra o fascismo. Somos todos camaradas, aprendemos duramente que construir a Frente Única não significa ter adesão de um partido sobre outro. Não podemos mais ter medo das nossas diferenças.”

Valério Arcary

Valério Arcary, de acordo com informações do Wikipedia, é professor aposentado do IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia) onde trabalhou entre 1988 e 2014. É historiador marxista e ex-militante do PSTU e agora membro e fundador do PSOL/MAIS- MOVIMENTO POR UMA ALTERNATIVA INDEPENDENTE E SOCIALISTA, uma ruptura nacional do PSTU.

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Foi militante estudantil durante a Revolução Portuguesa, eleito para a executiva nacional pró-UNEP por Lisboa. Voltando ao Brasil, em agosto 1978, uniu-se à Convergência Socialista e participou da greve dos metalúrgicos de Osasco. Participou do Congresso de Reconstrução da UNE de Salvador em 1979. Esteve presente na fundação do PT em 1980 e da CUT em 1983.

Foi secretário-geral da CUT regional São Paulo em 1985, eleito para o Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores em 1987 e para a Executiva Nacional em 1989. Trabalhou como professor na rede estadual de ensino do Estado de São Paulo entre 1983 e 1989. Foi fundador e presidente nacional do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) entre 1994 e 1998. Foi reconhecido como anistiado político em 2013.

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