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10 de julho de 2017, 19h35

Intolerância: Teresina é alvo de quatro ataques a centros de umbanda em apenas uma semana

Polícia investiga crime de intolerância religiosa pois inúmeras imagens de entidades foram destruídas. Investigações trabalham ainda com declarações preconceituosas na internet  Por Redação  A Delegacia dos Direitos Humanos de Teresina, no Piauí, registrou em apenas uma semana quatro ataques a centros de umbanda da cidade. O caso mais recente aconteceu na semana passada em um […]

Polícia investiga crime de intolerância religiosa pois inúmeras imagens de entidades foram destruídas. Investigações trabalham ainda com declarações preconceituosas na internet 

Por Redação 

A Delegacia dos Direitos Humanos de Teresina, no Piauí, registrou em apenas uma semana quatro ataques a centros de umbanda da cidade. O caso mais recente aconteceu na semana passada em um centro de umbanda do bairro São Pedro, na zona sul da cidade. Imagens de gesso foram quebradas e bebidas foram furtadas.

Em entrevista ao portal G1,  o Pai Eudes de Oxum Apará, responsável pela casa, disse que não é o primeiro ataque que o centro é alvo.

“Anteriormente nunca tinha passado por isso e apenas nessa ultima semana, fomos violados duas vezes. Na primeira vez tentaram queimar as cortinas e agora o suspeito além de roubar bebidas ainda quebrou todas as nossas imagens. Registrei o Boletim de Ocorrência e espero que encontrem o suspeito e que ele seja responsabilizado por suas ações”, disse.

Em entrevista o mesmo portal, o delegado responsável pela delegacia afirmou que estão investigando as motivações do ataque, mas o mais provável é que os crimes sejam de intolerância religiosa.

“Estamos investigando porque além de ações que se caracterizam como intolerância religiosa, houve ainda furtos de bebidas. Requisitei exames periciais para encontrar a autoria e se confirmando como crime por motivações de preconceito religioso, os suspeitos podem ser condenados com pena de um a três anos de reclusão e multa”, afirmou.

De acordo com o delegado, as investigações usam ainda declarações preconceituosas contra esses centros proferidas nas redes sociais.

Foto: Acervo Pessoal/Pai Eudes de Oxum Apará