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18 de janeiro de 2019, 08h07

Investigado, Flávio Bolsonaro acusa Ministério Público de quebra ilegal de sigilo bancário e fiscal

"A defesa apontou, na Reclamação, nulidades diversas, como a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Senador, para fins de investigação criminal, sem autorização judicial", diz a nota.

Reprodução/Instagram
Em nota atribuída à assessoria e divulgada na sua conta no Instagram nesta quinta-feira (17), Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) diz que os advogados do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) entraram com pedido de suspensão da investigação de Fabrício Queiroz no Supremo Tribunal Federal (STF) após terem conhecimento que o senador, que toma posse em fevereiro, também está sendo investigado. Leia também: Ministro do STF diz que Flávio Bolsonaro confessa culpa ao pedir suspensão de ação contra Queiroz “A assessoria de Flávio Bolsonaro informa que sua defesa ajuizou Reclamação no Supremo Tribunal Federal em face do MP/RJ tendo em vista que, ao...

Em nota atribuída à assessoria e divulgada na sua conta no Instagram nesta quinta-feira (17), Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) diz que os advogados do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) entraram com pedido de suspensão da investigação de Fabrício Queiroz no Supremo Tribunal Federal (STF) após terem conhecimento que o senador, que toma posse em fevereiro, também está sendo investigado.

Leia também: Ministro do STF diz que Flávio Bolsonaro confessa culpa ao pedir suspensão de ação contra Queiroz

“A assessoria de Flávio Bolsonaro informa que sua defesa ajuizou Reclamação no Supremo Tribunal Federal em face do MP/RJ tendo em vista que, ao ter acesso aos autos do procedimento, verificou ser o Senador objeto de investigação, o que atrai a competência ao Supremo Tribunal Federal — única autoridade competente para decidir sobre o foro adequado à continuidade das investigações em curso relativamente a ele”, diz a nota, em afirmação contestada por juristas.

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Na nota, Flávio diz ainda ser vítima de “nulidades diversas” e acusa o Ministério Público do Rio de Janeiro de quebra ilegal de sigilo bancário e fiscal. “A defesa apontou, na Reclamação, nulidades diversas, como a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Senador, para fins de investigação criminal, sem autorização judicial”.

Segundo a nota, a ação diz respeito somente à investigação de Flávio, sem “solicitação a nenhum terceiro”.

 

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Vamos começar a restabelecer a verdade: “A assessoria de Flávio Bolsonaro informa que sua defesa ajuizou Reclamação no Supremo Tribunal Federal em face do MP/RJ tendo em vista que, ao ter acesso aos autos do procedimento, verificou ser o Senador objeto de investigação, o que atrai a competência ao Supremo Tribunal Federal — única autoridade competente para decidir sobre o foro adequado à continuidade das investigações em curso relativamente a ele. Ademais, a defesa apontou, na Reclamação, nulidades diversas, como a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Senador, para fins de investigação criminal, sem autorização judicial. Todos os requerimentos feitos limitaram-se à pessoa do Sr. Flávio Bolsonaro e aos procedimentos ilegais que foram tomados em relação a ele pelo MP/RJ, não implicando solicitação relativamente a nenhum terceiro.”

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