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09 de março de 2019, 16h23

Investigado por corrupção, assessor de Onyx é exonerado da Casa Civil, mas ganha cargo na Funasa

Pablo Tatim, que foi coordenador jurídico do governo de transição de Bolsonaro, é alvo de denúncias da Corregedoria do extinto Ministério do Trabalho encaminhada ao MPF

Pnyx Lorenzoni e Pablo Tatim (Reprodução)
Reportagem deste sábado (9) da revista Época noticiou novo jogo de cena do Palácio do Planalto, que tenta abafar mais um caso de aliado sob investigação. Auxiliar do ministro Onyx Lorenzoni (DEM/RS) e coordenador jurídico do gabinete de transição de Jair Bolsonaro (PSL), Pablo Tatim foi exonerado do cargo de subchefe de Ações Governamentais na Casa Civil nesta sexta-feira (08). Como prêmio de consolação, segundo a revista, ele ganhará uma vaga na Funasa (Fundação Nacional de Saúde), no Rio Grande do Norte (RN). Tatim, que é ligado à bancada evangélica, foi alvo de investigação interna no extinto Ministério do Trabalho,...

Reportagem deste sábado (9) da revista Época noticiou novo jogo de cena do Palácio do Planalto, que tenta abafar mais um caso de aliado sob investigação.

Auxiliar do ministro Onyx Lorenzoni (DEM/RS) e coordenador jurídico do gabinete de transição de Jair Bolsonaro (PSL), Pablo Tatim foi exonerado do cargo de subchefe de Ações Governamentais na Casa Civil nesta sexta-feira (08). Como prêmio de consolação, segundo a revista, ele ganhará uma vaga na Funasa (Fundação Nacional de Saúde), no Rio Grande do Norte (RN).

Tatim, que é ligado à bancada evangélica, foi alvo de investigação interna no extinto Ministério do Trabalho, que, antes de deixar de existir, remeteu as informações à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A exoneração foi publicada após questionamentos da revista sobre suposta licença de saúde do aliado de Onyx, justamente após as denúncias terem vindo a público.

O documento encaminhado pela Corregedoria do Ministério do Trabalho ao Ministério Público Federal (MPF) fala em “possibilidade da existência de ato de improbidade e/ou crime” e “fundados indícios de responsabilidade e consequente dano ao patrimônio público”.

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Sob investigação da pasta, estavam supostas irregularidades em contratos multimilionários com a empresa Business to Technology (B2T). Integram o processo auditorias e laudos de perícia criminal da Polícia Federal.

A partir disso, o texto da corregedoria pede que o MPF acione o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para obter dados sobre as movimentações dos investigados nos últimos cinco anos.

O material já foi remetido pela PGR à Procuradoria da República do Distrito Federal por não haver indícios de envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro.

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