07 de janeiro de 2019, 14h32

Investigado por fraude em fundo da Caixa, Guedes diz que banco foi vítima de ‘fraudes e assaltos’

Em um dos três inquéritos a que responde, relatórios da Funcef, fundação previdenciária dos empregados da Caixa, revelam que o ministro seria o fiador de transações que causaram prejuízo de cerca de R$ 22 milhões à instituição, que gerencia as aposentadorias de funcionários do banco estatal.

O ministro da Economia Paulo Guedes, assina o termo de posse do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, durante cerimônia de posse aos presidentes dos bancos públicos. (Agência Brasil)

Investigados em 3 inquéritos por gestão fraudulenta ou temerária na administração de cerca de R$ 1 bilhão captados por fundos de investimento junto a fundos de pensão das estatais, o ministro da Economia, Paulo Guedes disse nesta segunda-feira (7) que “a Caixa Econômica Federal foi vítima de saques, fraudes e assaltos de recursos públicos”.

“Como vai ficar óbvio à frente, quando essas caixas pretas começarem a ser examinadas”, disse Guedes, durante cerimônia de posse dos novos presidentes dos bancos públicos – Caixa, Banco do Brasil e BNDES.

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Em uma das investigações, segundo reportagem da Folha de S.Paulo deste domingo (6), relatórios da Funcef, fundação previdenciária dos empregados da Caixa, revela que o ministro seria o fiador de transações que causaram prejuízo de cerca de R$ 22 milhões à instituição, que gerencia as aposentadorias de funcionários do banco estatal.

Privatizações
Empossados, os presidentes das instituições financeiras sinalizaram a saída dos bancos públicos do mercado de crédito e da prioridade de estabelecer privatizações.

“Faremos isso (devolução do dinheiro ao Tesouro) via venda de participações de empresas controladas: seguros, cartões, assets (ativos) e loterias. Já começa agora, pelo menos duas neste ano”, disse Pedro Guimarães, novo presidente da Caixa.

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“Não tenho dúvida que nós estamos na antessala de um novo ciclo de investimentos, de uma economia que vai ser mais aberta, com mais espaço para o setor privado e para os mercados de capital”, disse Joaquim Levy, que após passagem desastrosa pelo ministério da Fazenda de Dilma Rousseff (PT), retorna como presidente do BNDES.

Já Rubem Novaes tomou posse da presidência do Banco do Brasil dizendo que o presidente Jair Bolsonaro tem a responsabilidade de reverter o quadro de dificuldades econômicas.

Com informações dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo.

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