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07 de dezembro de 2018, 16h57

Irritado, Onyx Lorenzoni diz sobre as denúncias de caixa dois que já se resolveu com Deus

Lorenzoni se irritou muito com um repórter depois de ser questionado a respeito de operações suspeitas de R$ 1,2 milhão apontadas pelo Coaf, envolvendo o motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro

Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados
O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou, durante entrevista na tarde desta sexta-feira (7), após evento do grupo Lide, em um hotel de luxo em São Paulo, que não teme as investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) contra ele por suspeita de caixa dois e que já se resolveu com Deus. “Se tem um cara tranquilo sou eu. Primeiro, já me resolvi com Deus, o que é importante para mim. Segundo porque, agora com a investigação autônoma, que não é nem inquérito, vou poder esclarecer definitivamente. Nunca tive envolvido com corrupção. A gente não pode ser hipócrita de...

O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou, durante entrevista na tarde desta sexta-feira (7), após evento do grupo Lide, em um hotel de luxo em São Paulo, que não teme as investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) contra ele por suspeita de caixa dois e que já se resolveu com Deus.

“Se tem um cara tranquilo sou eu. Primeiro, já me resolvi com Deus, o que é importante para mim. Segundo porque, agora com a investigação autônoma, que não é nem inquérito, vou poder esclarecer definitivamente. Nunca tive envolvido com corrupção. A gente não pode ser hipócrita de querer misturar financiamento e o não registro de um recebimento de um amigo, que esse erro eu cometi”, afirmou.

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Lorenzoni disse ainda reiterar a afirmação do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de que usará sua ‘caneta Bic’ e demitirá seu braço direito caso as denúncias sejam robustas.

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“Gosto tanto da caneta Bic dele [Bolsonaro] que subscrevo a declaração”, completou o futuro ministro.

Irritação

Lorenzoni se irritou muito com um repórter depois de ser questionado a respeito de operações suspeitas de R$ 1,2 milhão apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), envolvendo o motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente militar.

O futuro ministro chegou a dizer que não sabe a origem do dinheiro pois não é investigador e ainda rebateu ao repórter: “Quanto você recebeu esse mês?”. O repórter, por sua vez, respondeu: “Eu sou jornalista. Mas foi muito menos que R$1 milhão”. Irritado, Lorenzoni abandonou a coletiva.

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