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31 de março de 2018, 14h09

IstoÉ inventa perito bolsominion pra bancar fake news sobre atentado à caravana de Lula

Para justificar a fake news, a matéria traz depoimentos do pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro e um perito chamado Peter Leal

A revista semanal IstoÉ tenta plantar uma notícia falsa sobre o atentado à caravana de Lula na última semana. Segundo a publicação, peritos estariam questionando a veracidade dos tiros e sugere que os próprios militantes petistas que teriam feitos os três disparos que atingiram dois dos ônibus da caravana. Para justificar a fake news, a matéria traz depoimentos do pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro e um perito chamado Peter Leal, que de acordo com a IstoÉ, tem formação em segurança pública. Nas suas redes sociais, Leal mostra suas preferências políticas e faz publicações contra a esquerda. Numa delas, diz...

A revista semanal IstoÉ tenta plantar uma notícia falsa sobre o atentado à caravana de Lula na última semana. Segundo a publicação, peritos estariam questionando a veracidade dos tiros e sugere que os próprios militantes petistas que teriam feitos os três disparos que atingiram dois dos ônibus da caravana.

Para justificar a fake news, a matéria traz depoimentos do pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro e um perito chamado Peter Leal, que de acordo com a IstoÉ, tem formação em segurança pública. Nas suas redes sociais, Leal mostra suas preferências políticas e faz publicações contra a esquerda. Numa delas, diz que “Che Guevara foi um merda em tudo que tentou fazer”.

Leal fez uma postagem em seu perfil no Facebook dizendo que o ônibus estaria parado e não em movimento. A afirmação embasou a matéria da revista, ignorando relatos de diversos jornalistas que estavam dentro dos ônibus no momento do atentado, entre eles, o da jornalista Eleonora de Lucena, que foi foi editora-executiva da Folha.

“O barulho seco no lado direito do ônibus provocou silêncio. Pedras novamente, pensei. Pedras, alguém falou. O ruído foi diferente”, escreveu Eleonora. “A 1 km do destino, Laranjeiras do Sul, o motorista reduz a velocidade. Para. Descemos. Pneu furado, alguém disse. Saltamos. Miguelitos (ganchos de metal) nos dois pneus da direita. Logo identificamos as marcas dos projéteis.”

Segundo o fotojornalista paranaense Eduardo Matysiak que também estava na caravana, no ônibus de convidados e jornalistas, foi uma emboscada. “Quando escutei um barulho achei que tinha sido pedrada, foi rápido.”

 

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