03 de dezembro de 2018, 12h30

Itália promulga “decreto Salvini”, que abole “proteção humanitária” a estrangeiros

Membro da internacional de ultra-direita O Movimento, criada por Steve Bannon, o ministro do Interior da Itália, Mateo Salvini, é um dos principais apoiadores internacionais do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL).

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, promulgou nesta segunda-feira (3) o Decreto de Segurança e Imigração, elaborado pelo ministro do Interior Matteo Salvini. A Lei endurece a política migratória no pais e, entre outras medidas, abole a “proteção humanitária”, uma das três formas de tutela garantidas a estrangeiros na Itália, ao lado do refúgio e da proteção subsidiária, sendo estas últimas regulamentadas por tratados internacionais. As informações são da agência italiana Ansa.

Membro da internacional de ultra-direita O Movimento, criada por Steve Bannon, Mateo Salvini é um dos principais apoiadores internacionais do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL). Eles chegaram a trocar mensagens e promessas de atuação conjunta via Twitter – como a extradição do esquerdista italiano Cesare Battisti.

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O decreto também prevê a suspensão de pedidos de refúgio e a expulsão imediata de deslocados internacionais condenados por violência sexual, lesão agravada ou ultraje a oficial público, ou de migrantes que representem “perigo social”.

A medida ainda aumenta o período máximo de reclusão de pessoas em centros de repatriação de 45 para 90 dias, dificulta o aluguel de furgões e eleva as penas para quem ocupa “abusivamente” edifícios e terrenos, ação voltada sobretudo a coibir acampamentos ciganos.

Por fim, o “Decreto Salvini” prevê a ampliação do contingente policial em todo o país.

A Itália também pode ser o destino do presidente golpista, Michel Temer (MDB). Há informações de que nos bastidores, Bolsonaro estaria tramando colocar o medebista como embaixador na Itália, como uma “saída honrosa” para Temer, que, desta forma, manteria o foro privilegiado.

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