13 de maio de 2018, 11h47

Janio de Freitas: “Bolsonaro é apenas um germe deixado por uma infecção que durou 21 anos”

Para o jornalista, teor do documento da CIA chega em boa hora para comprovar que a ditadura era um “regime unificado por sua essência comprometida com o extermínio humano”

O jornalista Janio de Freitas comenta, em artigo intitulado “Em boa hora”, publicado neste domingo (13), na Folha de S. Paulo, que é oportuno, em um momento em que Jair Bolsonaro aparece bem em pesquisas sem Lula, a revelação do memorando escrito em abril de 1974 por William Colby, então diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos e Localizado pelo pesquisador Matias Spektor, da FGV.

No documento, Colby afirma que o presidente Ernesto Geisel decidiu manter a política de “execução sumária” de opositores do regime militar praticada pelos órgãos de segurança do seu antecessor, o general Emílio Garrastazu Medici. O jornalista lembra que Bolsonaro “é apenas um germe deixado por aquela infecção que durou 21 anos” e lembra a sua frase, que compara os crimes da ditadura a tapas que se dá no bumbum dos filhos.

Sobre a importância do documento, Janio de Freitas escreveu:

“O teor do documento não muda só os papéis alardeados dos ditadores, sobretudo o atribuído a Geisel. Corrige as dimensões da ditadura, expondo-a não mais como um regime de força arbitrária, impulsionado no choque de correntes militares menos e mais extremadas, mas, isto sim, como regime unificado por sua essência comprometida com o extermínio humano. Guardadas as devidas proporções, bastante semelhança com o poder ao tempo do falso socialismo no Leste Europeu.”

Leia o texto completo na Folha