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09 de dezembro de 2018, 09h35

Jaques Wagner admite erro ao ter sido a favor de apoio de PT a Ciro

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ex-governador da Bahia diz: “Não sei por que ele (Ciro) se sente traído. Eu sempre disse que ele era um belíssimo quadro. Quando diz ‘traído’, significa que alguém prometeu e não cumpriu. Desconheço essa promessa”

Foto: Reprodução/YouTube O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, em entrevista a Bruno Boghossian, da Folha de S.Paulo, comenta sobre o fato de que chegou a defender o nome de Ciro Gomes em lugar de Fernando Haddad, depois da impugnação da candidatura do ex-presidente Lula. No entanto, ele reconhece que errou. “O PT entendia que, para chegar ao segundo turno, o candidato dependia do apoio do Lula, que foi uma coisa mal trabalhada. Se foi mal trabalhada pelo PT, foi mal trabalhada também pelo Ciro. Só não entendo por que ele virou um exímio atacante contra o PT. Diziam que não...

Foto: Reprodução/YouTube

O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, em entrevista a Bruno Boghossian, da Folha de S.Paulo, comenta sobre o fato de que chegou a defender o nome de Ciro Gomes em lugar de Fernando Haddad, depois da impugnação da candidatura do ex-presidente Lula. No entanto, ele reconhece que errou.

“O PT entendia que, para chegar ao segundo turno, o candidato dependia do apoio do Lula, que foi uma coisa mal trabalhada. Se foi mal trabalhada pelo PT, foi mal trabalhada também pelo Ciro. Só não entendo por que ele virou um exímio atacante contra o PT. Diziam que não deveríamos apoiá-lo porque ele faria isso. Está confirmando a tese. E ainda diz ‘vamos isolar o PT’. Quem defende a democracia não pode querer o isolamento do PT”, critica.

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“Não sei por que ele se sente traído. Eu sempre disse que ele era um belíssimo quadro. Quando diz ‘traído’, significa que alguém prometeu e não cumpriu. Desconheço essa promessa”, acrescenta Wagner, que foi cotado para ser o candidato do PT à presidência.

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Em relação às cobranças sobre o PT, no sentido de o partido fazer uma autocrítica, após perder a eleição presidencial, o ex-governador da Bahia diz: “Não é a melhor hora para reconhecer erros quando alguém quer amplificar eventuais erros. Em condições normais, podemos falar que esse ou aquele não foi o melhor caminho. Nessa questão de corrupção, que gente nossa fez bobagem está claro. Até porque só acabou o financiamento privado de campanhas agora. Eu sempre disse que essa relação criava promiscuidade. Sobre a política econômica do governo Dilma, não vejo constrangimento. Muita gente achava que era aquele o caminho, e eu achava outro. Isso não quer dizer falar mal dela”, destaca.

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