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10 de fevereiro de 2018, 10h26

Jean Wyllys comemora proibição do bloco “Porão do Dops”: “O Carnaval é uma festa democrática”

 “Os criadores e apoiadores do bloco terão que se contentar em ver a alegria e as cores de uma festa sobretudo democrática e plural passando pela avenida à sua frente! Será um péssimo dia para colocar o bloquinho dos ressentidos e dos mal-amados na rua, não?”, escreveu o deputado.

 “Os criadores e apoiadores do bloco terão que se contentar em ver a alegria e as cores de uma festa sobretudo democrática e plural passando pela avenida à sua frente! Será um péssimo dia para colocar o bloquinho dos ressentidos e dos mal-amados na rua, não?”, escreveu o deputado. Da Redação O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) comemorou a decisão da justiça paulistana que proibiu que o bloco “Porão do Dops” se utilize de qualquer meio de “enaltecimento ou divulgação de tortura”. Ele publicou um texto, em sua página no Facebook, destacando o fato: “A justiça paulistana decidiu rever a...

 “Os criadores e apoiadores do bloco terão que se contentar em ver a alegria e as cores de uma festa sobretudo democrática e plural passando pela avenida à sua frente! Será um péssimo dia para colocar o bloquinho dos ressentidos e dos mal-amados na rua, não?”, escreveu o deputado.

Da Redação

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) comemorou a decisão da justiça paulistana que proibiu que o bloco “Porão do Dops” se utilize de qualquer meio de “enaltecimento ou divulgação de tortura”. Ele publicou um texto, em sua página no Facebook, destacando o fato:

“A justiça paulistana decidiu rever a decisão delirante da juíza Daniela Pazzeto, que não apenas liberou o bloco carnavalesco que abertamente homenageia os chefes da tortura durante a ditadura militar e celebra a tortura praticada nos “porões” do Departamento de Ordem Política e Social, como não viu (pasmem!) qualquer menção aos crimes de lesa-humanidade cometidos ali. O recurso julgado ontem impõe multa caso o bloco se utilize de qualquer meio de “enaltecimento ou divulgação de tortura”, conforme especifica a decisão liminar do juiz Rubens Queiroz Gomes.

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Em seu voto, Daniela havia inclusive ignorado que o próprio Tribunal de Justiça de São Paulo havia declarado Ustra culpado pela tortura e assassinato de Maria Amélia Teles, e que Sergio Fleury foi condenado, em 1972, por ser o chefe do Esquadrão da Morte – algo que ele sempre assumiu publicamente com orgulho -. Trata-se de claro uso político da função de juiz de direito, paga pelo erário de um Estado democrático e que oficialmente repudia os atos cometidos durante a ditadura (mas que, infelizmente, ainda não fez o luto daqueles dias!), para promoção do ódio e para a salvaguarda de crimes que estão tipificados no código penal!

Os criadores e apoiadores do bloco “Porão do Dops” terão que se contentar em ver a alegria e as cores de uma festa sobretudo democrática e plural passando pela avenida à sua frente! Será um péssimo dia para colocar o bloquinho dos ressentidos e dos mal-amados na rua, não?”.

Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados

 

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