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03 de agosto de 2017, 09h56

Joesley Batista sobre a votação: “Ficará marcado como o dia da vergonha”

Empresário, pivô das denúncias e autor da gravação no Palácio do Jaburu que comprometem Michel Temer, classificou episódio como "trágico".

Empresário, pivô das denúncias e autor da gravação no Palácio do Jaburu que comprometem Michel Temer, classificou episódio como “trágico”. Da Redação* O empresário Joesley Batista, autor da gravação no Palácio do Jaburu em conversa com Michel Temer, utilizada na denúncia engavetada pela Câmara dos Deputados, assistiu à sessão na companhia de executivos na sede do grupo J&F, em São Paulo. Desde cedo, as projeções davam conta de que Temer obteria resultado favorável, mesmo assim Batista tratou o episódio como “trágico” para o país. “O dia 2 de agosto ficará marcado como o dia da vergonha”, disse o empresário a...

Empresário, pivô das denúncias e autor da gravação no Palácio do Jaburu que comprometem Michel Temer, classificou episódio como “trágico”.

Da Redação*

O empresário Joesley Batista, autor da gravação no Palácio do Jaburu em conversa com Michel Temer, utilizada na denúncia engavetada pela Câmara dos Deputados, assistiu à sessão na companhia de executivos na sede do grupo J&F, em São Paulo. Desde cedo, as projeções davam conta de que Temer obteria resultado favorável, mesmo assim Batista tratou o episódio como “trágico” para o país.

“O dia 2 de agosto ficará marcado como o dia da vergonha”, disse o empresário a um interlocutor durante a tarde, quando o voto contra a continuidade das investigações já era maioria no placar da Câmara dos Deputados. Por intermédio de nota, o grupo J&F informou que não se manifestaria.

A denúncia de corrupção passiva contra o presidente Temer foi baseada por informações e gravações trazidas pela colaboração premiada, assinada pelos irmãos Batista e executivos do grupo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), no início do ano. O presidente é acusado por Joesley de ser o destinatário final de propina paga por ele ao então braço direito de Temer, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

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Com o acordo de delação, Joesley conseguiu o compromisso da PGR de que não será preso nem obrigado a usar tornozeleira eletrônica. Foi o mais vantajoso acordo firmado na Lava-Jato até o momento. Nos próximos dias, advogados da empresa deverão entregar mais informações à PGR. Pessoas próximas à equipe que cuida do trabalho já contabilizam mais de 20 novos anexos com dados sobre episódios de corrupção que ainda não foram levados ao Ministério Público, com novos nomes de investigados.

*Com informações de O Globo

Foto: Divulgação

 

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