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17 de maio de 2019, 14h32

Johnson, Siemens, GE e Philips são investigadas pelo FBI por pagamento de propina no Brasil

Autoridades brasileiras dizem que mais de 20 empresas podem ter participado de um “cartel” que pagava propinas e cobrava preços inflacionados por equipamentos médicos, como máquinas de ressonância magnética e próteses

Reportagem de Brad Brooks, na Agência Reuters nesta sexta-feira (17), informa que o FBI está investigando as gigantes Johnson & Johnson, Siemens, General Electric e Philips por suposto pagamento de propinas como parte de um esquema envolvendo a venda de equipamentos médicos no Brasil. Procuradores do Ministério Público Federal suspeitam que as empresas tenham realizado pagamentos ilegais a autoridades públicas para garantir contratos na área de saúde pública no país ao longo das últimas duas décadas. Autoridades brasileiras dizem que mais de 20 empresas podem ter participado de um “cartel” que pagava propinas e cobrava preços inflacionados por equipamentos médicos,...

Reportagem de Brad Brooks, na Agência Reuters nesta sexta-feira (17), informa que o FBI está investigando as gigantes Johnson & Johnson, Siemens, General Electric e Philips por suposto pagamento de propinas como parte de um esquema envolvendo a venda de equipamentos médicos no Brasil.

Procuradores do Ministério Público Federal suspeitam que as empresas tenham realizado pagamentos ilegais a autoridades públicas para garantir contratos na área de saúde pública no país ao longo das últimas duas décadas.

Autoridades brasileiras dizem que mais de 20 empresas podem ter participado de um “cartel” que pagava propinas e cobrava preços inflacionados por equipamentos médicos, como máquinas de ressonância magnética e próteses.

A procuradora federal Marisa Ferrari disse que a investigação sobre os equipamentos médicos está em seus estágios iniciais, mas que indícios apontam para pagamentos de propinas de grande escala e superfaturamento de preços por parte de empresas que atuam no sistema de saúde pública do Brasil, que atende 210 milhões de pessoas e é um dos maiores do mundo.

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“Como o orçamento da saúde é muito grande no Brasil, este esquema é realmente enorme”, disse a procuradora.

Leia a reportagem completa na Reuters Brasil

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