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30 de outubro de 2018, 08h04

Jornal O Globo: Sergio Moro diz a interlocutores que pode participar do governo Bolsonaro

Segundo a reportagem, o juiz federal de primeira instância teria visto apenas um erro - "e não corrupção" - no escândalo do #caixa2doBolsonaro.

Foto: Montagem
Reportagem de Cleide Carvalho, no jornal O Globo desta segunda-feira (29), afirma que o juiz federal de primeira instância, Sérgio Moro, teria dito a interlocutores que não descarta a possibilidade de aceitar um convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para o Ministério da Justiça e aceitaria de bom grado a indicação para Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o jornal, Moro afirma que a vantagem de integrar a equipe de Bolsonaro seria afastar o temor de alguns setores da sociedade de algum tipo de quebra do Estado Democrático e de Direito. As declarações de Moro teriam ocorrido após o presidente...

Reportagem de Cleide Carvalho, no jornal O Globo desta segunda-feira (29), afirma que o juiz federal de primeira instância, Sérgio Moro, teria dito a interlocutores que não descarta a possibilidade de aceitar um convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para o Ministério da Justiça e aceitaria de bom grado a indicação para Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o jornal, Moro afirma que a vantagem de integrar a equipe de Bolsonaro seria afastar o temor de alguns setores da sociedade de algum tipo de quebra do Estado Democrático e de Direito. As declarações de Moro teriam ocorrido após o presidente eleito afirmar nesta segunda-feira que vai convidar o magistrado para compor o governo.

Apesar de não manifestar preferência em relação a Bolsonaro durante a campanha eleitoral, Moro afirmava a interlocutores que a volta do PT ao poder seria inaceitável — seria como corroborar o esquema de corrupção desmontado pela Lava-Jato. Além disso, criticava a possibilidade de um eventual governo de Fernando Haddad adotar medidas para controle do judiciário e da mídia.

Moro também via pontos positivos na campanha de Bolsonaro, como a promessa de não lotear os ministérios. Mesmo diante da notícia de que grandes empresas poderiam ter financiado disparos em massa de whatsapp para o candidato do PSL –  que ficou conhecido como o escândalo do #caixa2doBolsonaro -, manteve a convicção de que poderia ser um erro, mas não corrupção.

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Leia a reportagem na íntegra.

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