28 de outubro de 2018, 20h32

Jornalista da Folha é ameaçada em comemoração da vitória de Bolsonaro

A repórter Anna Virginia Balloussier foi hostilizada por apoiadores de Bolsonaro, durante a festa da vitória do militar na Avenida Paulista, em São Paulo

Foto: Reprodução/Facebook Anna Virginia Balloussier, jornalista da Folha de S.Paulo, foi hostilizada por apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL), quando fazia a cobertura da celebração da vitória do militar na Avenida Paulista, em São Paulo. Ela fez um desabafo em sua rede social. “Fui cobrir a celebração dos eleitores de Bolsonaro na Paulista. Assim que souberam que eu era da Folha, vários me cercaram e me hostilizaram, quiseram me expulsar, gritaram ‘vai pra Cuba que o pariu’. Um só me defendeu, dizendo que antes do capitão ‘vem a liberdade de imprensa”’. A Folha de S.Paulo divulgou antes da votação de segundo...

Foto: Reprodução/Facebook

Anna Virginia Balloussier, jornalista da Folha de S.Paulo, foi hostilizada por apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL), quando fazia a cobertura da celebração da vitória do militar na Avenida Paulista, em São Paulo. Ela fez um desabafo em sua rede social.

“Fui cobrir a celebração dos eleitores de Bolsonaro na Paulista. Assim que souberam que eu era da Folha, vários me cercaram e me hostilizaram, quiseram me expulsar, gritaram ‘vai pra Cuba que o pariu’. Um só me defendeu, dizendo que antes do capitão ‘vem a liberdade de imprensa”’.

A Folha de S.Paulo divulgou antes da votação de segundo turno uma reportagem, na qual denunciou o fato de que empresas compraram pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp. A prática, ilegal, se caracteriza por doação de campanha por empresas, o que é proibido pela legislação eleitoral.

Por ser dinheiro não declarado, é considerado caixa 2, mais um delito. A Folha apurou que cada contrato chegava a R$ 12 milhões. Os contratos eram para disparos de centenas de milhões de mensagens.