05 de abril de 2018, 17h42

Jornalista Mário Magalhães denuncia censura do Facebook por foto de vítima da ditadura

Duas páginas administradas pelo jornalista, uma delas do seu livro sobre Marighella, foram derrubadas por conta da publicação de uma foto de Gastone Beltrão, militante morta em 1972 por agentes da ditadura. "O Facebook censura a história", disse o jornalista

Reprodução/Twitter

O jornalista Mário Magalhães, que mantém um blog no UOL e uma coluna no The Intercept Brasil, denunciou em seu Twitter, nesta quinta-feira (5), a censura que sofreu do Facebook. Duas páginas que administra na rede social, uma delas da biografia que escreveu sobre Marighella (“Marighella – O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo” – Cia das Letras), foram tiradas do ar por conta da publicação de uma foto de Gastone Beltrão, jovem cearense, estudante de economia, que se engajou na luta armada durante a ditadura e foi torturada e assassinada pelas forças repressoras do regime em 1972. Nesta postagem, Magalhães conta mais sobre a história da jovem.

A alegação do Facebook para a censura, de acordo com o jornalista, foi que a foto viola a política da rede social sobre “nudez” e “atividade sexual”. Na imagem, Gastone aparece já morta com os ferimentos da tortura. “O Facebook censura a história (…) A foto é jornalisticamente relevante para conhecer a história”, escreveu Mário Magalhães.

No Twitter, a imagem da militante não sofreu qualquer tipo de censura.