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12 de agosto de 2016, 12h37

Jovens são detidos e humilhados por policiais quando jogavam “Pokemon GO”

“Dois veadinhos catando Pokémon de madrugada", disse um dos policiais. Familiares fizeram denúncia de abuso de poder depois de assistirem a um vídeo dos jovens sendo reprimidos pelos agentes.

“Dois veadinhos catando Pokémon de madrugada”, disse um dos policiais. Familiares fizeram denúncia de abuso de poder depois de assistirem a um vídeo dos jovens sendo reprimidos pelos agentes Por Redação Dois amigos foram detidos por policiais civis na madrugada de terça-feira (9), em Cuiabá (MT) , quando jogavam ‘Pokémon Go’ no celular. Um vídeo postado nas redes sociais mostra o momento da ação. A família de um dos jovens, de 19 anos, procurou a polícia para denunciar abuso de poder por parte dos agentes. Os colegas brincavam com o jogo na frente de uma delegacia no bairro Jardim das Américas quando foram abordados....

“Dois veadinhos catando Pokémon de madrugada”, disse um dos policiais. Familiares fizeram denúncia de abuso de poder depois de assistirem a um vídeo dos jovens sendo reprimidos pelos agentes

Por Redação

Dois amigos foram detidos por policiais civis na madrugada de terça-feira (9), em Cuiabá (MT) , quando jogavam ‘Pokémon Go’ no celular. Um vídeo postado nas redes sociais mostra o momento da ação.

A família de um dos jovens, de 19 anos, procurou a polícia para denunciar abuso de poder por parte dos agentes. Os colegas brincavam com o jogo na frente de uma delegacia no bairro Jardim das Américas quando foram abordados.

No vídeo, ambos aparecem deitados no chão, em silêncio, enquanto são revistados por um dos policiais. O outro agente, que está filmando a cena, humilha e agride verbalmente os jovens. “Dois veadinhos catando Pokémon de madrugada”, disse.

A socióloga Imar Domingues Queiroz, mãe de um dos detidos, afirmou, em entrevista ao portal G1, que os policiais tiveram atitudes homofóbicas. “Meu filho não é gay, mas, ainda que fosse, teria o direito de ser respeitado e ter seus direitos garantidos”, destacou.

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“Eles não estavam cometendo nenhum crime e os policiais agiram com abuso de poder e de autoridade. A abordagem dos policiais agrediu o direito de ir e vir do cidadão”, argumentou. A Corregedoria recebeu uma cópia da gravação e deve abrir inquérito para apurar as acusações.

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