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22 de Fevereiro de 2018, 21h55

Judoca Rafaela Silva é vítima de racismo da PM do RJ: “Achei que tinha pego na favela”

A atleta estava dentro de um táxi quando uma viatura da PM mandou parar e a fez descer do carro; policiais só a liberaram depois que souberam que ela era a "aquela atleta da Olimpíada"

Foto: Roberto Castro/ Brasil2016

A campeã olímpica Rafaela Silva, que vem há anos representando o Brasil no judô, foi vítima, nesta quinta-feira (22), de uma abordagem racista da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Pelo Twitter, a judoca relatou que pegou um táxi no aeroporto para ir para sua casa, em Jacarepaguá, e que quando passava pela avenida Brasil, uma das mais movimentadas do Rio de Janeiro, avistou uma viatura da polícia, que deu ordens para o táxi parar e Rafaela descer.

Segundo a atleta, um dos policiais, que estava armado, a abordou e perguntou “onde” ela trabalha. Rafaela, então, respondeu que era judoca e o policial só a liberou quando se deu conta de que ela era “aquela da Olimpíada”. Já dentro do táxi, o taxista teria relatado que um dos policiais o perguntou onde ele teria parado para a pegar, ao que o homem respondeu que foi no aeroporto. “Ah, tá. Achei que tinha pego na favela”, teria respondido o PM.

“Esse preconceito vai até onde?”, escreveu Rafaela ao fim de seu relato.

Confira.