ASSISTA
20 de Maio de 2014, 21h16

Juiz muda de opinião e diz que cultos afros são religiões

Magistrado admitiu em nota que cometeu um erro, mas não mudou teor da sentença original e vídeos considerados ofensivos a religiões afro-brasileiras continuam no YouTube

Magistrado admitiu em nota que cometeu um erro, mas não mudou teor da sentença original e vídeos considerados ofensivos a religiões afro-brasileiras continuam no YouTube 

Por Redação

Eugênio Rosa de Araújo, juiz da 17ª Vara de Fazenda do Rio de Janeiro, voltou atrás em sua declaração de que a Umbanda e a o Candomblé não são religiões. Em nota divulgada na noite desta terça-feira (20) , ele admite o erro e afirma que “o forte apoio dado pela mídia e pela sociedade civil, demonstra, por si só, e de forma inquestionável, a crença de culto de tais religiões”.

Porém, ele não muda o conteúdo de sua sentença, que nega o pedido de uma ação movida pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro para que 15 vídeos de retratando cultos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) fossem retirados do YouTube por serem ofensivos as religiões afro-brasileiras e disse que a sua decisão tem como base a “liberdade de expressão e de reunião”.

O advogado e babalorixá Márcio de Jagun, autor da ação movida pelo MPF, declarou que o reconhecimento do erro é bom, mas que isso não deveria ter sido fruto da pressão da sociedade civil. De acordo com o advogado, o próximo passo é ver quais os melhores caminhos para retirar os vídeos do YouTube.

(Foto: ABr)