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21 de agosto de 2018, 18h43

Juiz que manobrou contra Lula é amigo íntimo de general vice de Bolsonaro

Presidente do TRF4, Thompsom Flores, que atropelou uma decisão judicial para manter Lula preso, rasgou elogios ao general Mourão, candidato a vice de Bolsonaro, e ainda recebeu um presente do militar

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Carlos Thompsom Flores, o juiz que manobrou para manter Lula preso, em julho, após uma decisão judicial de um de seus pares, tratou o candidato a vice de Jair Bolsonaro (PSL), o general Hamilton Mourão, como um amigo íntimo. A troca de gentilezas aconteceu nesta segunda-feira (20) durante evento público no Clube Militar, no Rio de Janeiro, onde Flores foi convidado a dar palestra – mesmo ciente de que a participação pudesse levantar questionamentos sobre sua “imparcialidade”. Ao final de sua explanação, o juiz de 2ª instância fez questão de...

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Carlos Thompsom Flores, o juiz que manobrou para manter Lula preso, em julho, após uma decisão judicial de um de seus pares, tratou o candidato a vice de Jair Bolsonaro (PSL), o general Hamilton Mourão, como um amigo íntimo.

A troca de gentilezas aconteceu nesta segunda-feira (20) durante evento público no Clube Militar, no Rio de Janeiro, onde Flores foi convidado a dar palestra – mesmo ciente de que a participação pudesse levantar questionamentos sobre sua “imparcialidade”. Ao final de sua explanação, o juiz de 2ª instância fez questão de ir até Mourão para, em tom familiar, o classificar como “meu dileto amigo”. Ao final, ainda recebeu um presente do militar. O fato foi noticiado pelo portal UOL.

Em seu site, o PT divulgou um artigo em que classifica o gesto do desembargador, em demonstrar amizade e intimidade com um candidato adversário do político que condenou à prisão, como uma afronta ao Código de Ética da Magistratura.

Veja também:  Bolsonaro vai se livrar de Moro

“O Artigo 16 do Capítulo V, por exemplo, deixa claro que ‘o magistrado deve comportar-se na vida privada de modo a dignificar a função, cônscio de que o exercício da atividade jurisdicional impõe restrições e exigências pessoais distintas das cometidas aos cidadãos em geral’. No artigo seguinte, o documento vai além ao explicitar que ‘é dever do magistrado recusar benefícios ou vantagens de ente público, de empresa privada ou de pessoa física que possam comprometer sua independência funcional’, diz o texto.

 

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