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30 de outubro de 2017, 20h27

Juíza que proibiu show de Caetano em ocupação já foi afastada por suspeita de ligação com o PCC

Ida Inês Del Cid foi flagrada, em 2006, em conversas telefônicas bem íntimas com acusado de participar de esquema de lavagem de dinheiro da facção Por Redação A juíza que proferiu a decisão liminar impedindo a realização do show de Caetano Veloso na ocupação do MTST em São Bernardo do Campo (SP) neste segunda-feira (30) já chegou a ser afastada do cargo e transferida de cidade. Trata-se de Ida Inês Del Cid, atualmente na 2ª Vara da Fazenda Pública de São Bernardo do Campo. Em 2006, Del Cid, por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi afastada do...

Ida Inês Del Cid foi flagrada, em 2006, em conversas telefônicas bem íntimas com acusado de participar de esquema de lavagem de dinheiro da facção

Por Redação

A juíza que proferiu a decisão liminar impedindo a realização do show de Caetano Veloso na ocupação do MTST em São Bernardo do Campo (SP) neste segunda-feira (30) já chegou a ser afastada do cargo e transferida de cidade. Trata-se de Ida Inês Del Cid, atualmente na 2ª Vara da Fazenda Pública de São Bernardo do Campo.

Em 2006, Del Cid, por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi afastada do cargo por suspeita de proximidade com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi flagrada em conversas telefônicas interceptadas pela polícia com o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Mauá, Sidnei Garcia, denunciado pelo Ministério Público por formação de quadrilha. Ele utilizaria postos de gasolina em São Paulo para lavar dinheiro do PCC.

Nos grampos, a polícia constatou uma relação bem próxima entre Garcia e Del Cid.  O empresário a tratava como “My Love” e ela devolvia com “palhaço”, “trouxa” e “amore”. Em outra gravação, a juíza diz a Garcia: “Ei…Eu podia estar matando, roubando, me prostituindo. Estou me arrumando”.

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Após o afastamento, Del Cid foi transferida de Mauá para a 2ª Vara da Fazenda Pública de São Bernardo do Campo.

 

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