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19 de março de 2018, 16h24

Jungmann recua sobre suposto roubo da munição usada no assassinato de Marielle

O ministro da Segurança Pública havia dito, na sexta-feira, que a munição encontrada na cena da execução de Marielle Franco, que é de uso da PF, teria sido roubada na sede dos Correios na Paraíba; agora, muda o tom e diz que não fez a associação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Por Vladimir Platonow, na ABr O Ministério da Segurança Pública esclareceu, em nota divulgada hoje (19), declarações feitas na semana passada pelo ministro Raul Jungmann, referentes ao roubo de munição da Polícia Federal (PF) em uma agência dos Correios na Paraíba. Segundo o texto, o ministro não fez associação direta entre o roubo e a munição usada pelos assassinos da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista Anderson Gomes. A nota diz que a Polícia Federal instaurou inquérito para apurar o arrombamento da agência dos Correios do município paraibano de Serra Branca, ocorrido em 24 de julho do ano passado,...

Por Vladimir Platonow, na ABr

O Ministério da Segurança Pública esclareceu, em nota divulgada hoje (19), declarações feitas na semana passada pelo ministro Raul Jungmann, referentes ao roubo de munição da Polícia Federal (PF) em uma agência dos Correios na Paraíba. Segundo o texto, o ministro não fez associação direta entre o roubo e a munição usada pelos assassinos da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista Anderson Gomes.

A nota diz que a Polícia Federal instaurou inquérito para apurar o arrombamento da agência dos Correios do município paraibano de Serra Branca, ocorrido em 24 de julho do ano passado, e a explosão do cofre.

“Na cena do crime, a PF encontrou cápsulas de munição diversas, dentre elas a do lote ora investigado. O ministro não associou diretamente o episódio da Paraíba com as cápsulas encontradas no local do crime que vitimou a vereadora e seu motorista. Explicou que a presença dessas cápsulas da PF no local pode ter origem em munição extraviada ou desviada e informou que há outros registros de munição da Polícia Federal encontradas em outras cenas de crime sob investigação”, conclui o texto.

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Ativista de direitos humanos, a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiros na noite de quarta-feira (14), após participar de evento na região central do Rio. Uma assessora de Marielle, que também estava no carro, foi atingida por estilhaços e escapou.

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