09 de agosto de 2018, 15h58

Juristas internacionais lançam manifesto e denunciam irregularidades no julgamento de Lula

O grupo, composto por dez advogados, encaminhou carta à presidente e aos ministros do STF, aos líderes de França, Espanha e Portugal e ao presidente do TSE

Um grupo composto por dez juristas e advogados europeus e latino-americanos divulgou, nesta quinta-feira (9), uma carta, na qual denuncia a prática de irregularidades no processo contra o ex-presidente Lula, segundo informações da Agência EFE. Os juristas solicitaram que a legalidade seja respeitada “com rigor e independência”.

O manifesto foi encaminhado de Paris à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e será enviada, também, aos presidentes da França, Emmanuel Macron, do governo espanhol, Pedro Sánchez, e ao primeiro-ministro de Portugal, Antonio Costa, por meio dos respectivos chanceleres.

A iniciativa é do advogado francês William Bourdon, presidente e fundador da associação de proteção e defesa das vítimas de crimes econômicos Sherpa. O documento é assinado, ainda, pelo jurista Emilio García, presidente da Fundação Sul Argentina; e o presidente de honra da Liga de Direitos Humanos (LDH), Henri Leclerc, entre outros.

Na carta, eles expressam preocupação com as “graves afrontas aos direitos da defesa” de Lula. Essas “irregularidades e anomalias” não seriam alheias “a uma pressão midiática muito forte, alimentada pelo jogo de ambições pessoais”. Paralelamente, uma cópia será enviada aos outros dez ministros do STF e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux.