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30 de julho de 2013, 14h13

Justiça arquiva processo contra acusado de lançar coquetel molotov durante manifestação

Em vídeo, Bruno Teles agradece as pessoas que postaram vídeos que ajudaram na comprovação da sua inocência e o apoio da imprensa alternativa

Em vídeo, Bruno Teles agradece às pessoas que postaram vídeos que ajudaram na comprovação da sua inocência e o apoio da imprensa alternativa 

Da Redação

A Justiça do Rio de Janeiro arquivou o processo contra Bruno Teles, estudante acusado de lançar um coquetel molotov contra policiais militares e de portar outros explosivos durante manifestação em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual do Rio de Janeiro. A decisão pelo arquivamento do processo foi tomada pela juíza Ana Luiza Coimbra Nogueira, da 21ª Vara Criminal, atendendo solicitação do Ministério Público.

O Ministério Público constatou que vídeos da manifestação comprovam que Bruno não estava no local de onde foram arremessados  os coquetéis molotov. O órgão considerou que a palavra do PM que prendeu o estudante não é “indício suficiente de autoria para justificar a deflagração da instância penal, em não havendo outras provas”. O MP também solicitou que a conduta do policial que prendeu Bruno seja investigada.

Bruno foi preso no dia 22 de julho, durante manifestação contra o governador Sérgio Cabral, acusado de lançar um coquetel molotov contra policiais militares e de portar explosivos em sua mochila. Porém, nenhuma prova do crime foi apresentada pelo policial que efetuou a prisão.

Após a prisão do estudante, vídeos foram divulgados em redes sociais mostrando que Bruno não estava de mochila durante o protesto e não portava qualquer explosivo. Outro vídeo mostra o momento em que ele é perseguido, atingido por um disparo de uma arma de choque e detido por policiais. Nas imagens, o estudante não está com nenhum artefato.

Durante a mesma manifestação em que Bruno foi detido, dois repórteres do Mídia Ninja foram presos sob acusação de incitação à violência. Por conta da prisão de manifestantes durante o protesto, uma multidão se concentrou em frente à 9ª Delegacia de Polícia do Catete até que os midialivristas fossem libertados, assim como outras oito pessoas detidas pela PM, o que ocorreu no mesmo dia em que foram presos. Somente Bruno continuou preso, mas no dia seguinte conseguiu um habeas corpus e foi liberado para responder o processo em liberdade.

Em vídeo divulgado após ficar sabendo do arquivamento do processo, Bruno agradece a todas as pessoas que compartilharam vídeos que ajudaram no arquivamento do processo contra ele. O estudante destaca o papel da imprensa alternativa, em especial o Mídia Ninja, que além de gravar a sua versão dos fatos enquanto ele ainda estava detido, fez uma campanha para buscar e divulgar provas que ajudaram a comprovar a sua inocência.

Com informações do Mídia Ninja e da Agência Brasil.