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10 de abril de 2019, 17h29

Justiça decreta prisão preventiva de 9 militares que fuzilaram carro de família com 80 tiros

O fuzilamento que militares do Exército desferiram contra o carro de uma família no Rio de Janeiro causou a morte do músico Evaldo dos Santos Rosa; eles responderão homicídio doloso e tentativa de homicídio

Militares do Exército dispararam 80 tiros contra carro. Músico e segurança, Evaldo (detalhe) morreu na hora. (Reprodução)
A juíza Mariana Queiroz Aquino, da 1ª auditoria da Justiça Militar, no Rio de Janeiro, decidiu na tarde desta quarta-feira (10) decretar prisão preventiva de 9 militares do Exército envolvidos no fuzilamento de um carro de família que deixou uma pessoa morta na última segunda-feira (8) na zona oeste do Rio. Os militares desferiram 80 disparos contra o carro de uma família que estava a caminho de um chá de bebê. Estavam no veículo pai, mãe, uma criança de 7 anos, o sogro e uma mulher. Evaldo dos Santos Rosa, o pai, que era músico e segurança, morreu na hora. Leia também...

A juíza Mariana Queiroz Aquino, da 1ª auditoria da Justiça Militar, no Rio de Janeiro, decidiu na tarde desta quarta-feira (10) decretar prisão preventiva de 9 militares do Exército envolvidos no fuzilamento de um carro de família que deixou uma pessoa morta na última segunda-feira (8) na zona oeste do Rio.

Os militares desferiram 80 disparos contra o carro de uma família que estava a caminho de um chá de bebê. Estavam no veículo pai, mãe, uma criança de 7 anos, o sogro e uma mulher. Evaldo dos Santos Rosa, o pai, que era músico e segurança, morreu na hora.

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Os militares estavam presos, a princípio, por desrespeitarem as normas de abordagem do Exército. Após audiência de custódia, no entanto, a juíza Mariana Queiroz Aquino resolveu converter as prisões em preventiva (por tempo indeterminado) e eles responderão por homicídio doloso (quando há a intenção de matar) e tentativa de homicídio.

Assim, continuarão presos o 2º tenente Ítalo da Silva Nunes Romualdo, o 3º sargento Fábio Henrique Souza Braz da Silva e os soldados Gabriel Christian Honorato, Matheus Santanna Claudino, Marlos Conseição da Silva, João Lucas da Costa Gonçalo, Leonardo Oliveira de Souza, Gabriel da Silva de Barros Lins e Vitor Borges de Oliveira.

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Dois militares que não fizeram disparos foram ouvidos e liberados.

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