22 de dezembro de 2017, 16h55

Justiça dos EUA condena José Maria Marin em seis das sete acusações

Dirigente só foi inocentado em acusação de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil; sentença que definirá a pena só será publicada em 2018.

Dirigente só foi inocentado em acusação de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil; sentença que definirá a pena só será publicada em 2018, mas, apesar disso, a juíza determinou que Marin fosse encaminhado imediatamente para uma prisão federal. Da Redação* Pela primeira vez na história, um chefão do futebol brasileiro foi condenado pela Justiça. Não do Brasil, mas dos Estados Unidos. José Maria Marin, de 85 anos, presidente da CBF entre 2012 e 2015, foi considerado culpado de seis das sete acusações de crimes – ele foi inocentado da acusação de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil, mas...

Dirigente só foi inocentado em acusação de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil; sentença que definirá a pena só será publicada em 2018, mas, apesar disso, a juíza determinou que Marin fosse encaminhado imediatamente para uma prisão federal.

Da Redação*

Pela primeira vez na história, um chefão do futebol brasileiro foi condenado pela Justiça. Não do Brasil, mas dos Estados Unidos. José Maria Marin, de 85 anos, presidente da CBF entre 2012 e 2015, foi considerado culpado de seis das sete acusações de crimes – ele foi inocentado da acusação de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil, mas condenado por três crimes de fraude (Copa América, Copa Libertadores, Copa do Brasil), dois crimes de lavagem de dinheiro (Copa América e Libertadores) e um crime por integrar uma organização criminosa.

Marin foi condenado pelo júri popular no Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, onde corre o “Caso Fifa”. O tamanho de sua pena será definido pela juíza Pamela Chen, que não tem prazo para publicar a sentença. Apesar disso, a juíza determinou que Marin fosse encaminhado imediatamente para uma prisão federal.

Como se trata de decisão de primeira instância, Marin vai recorrer. A soma das penas por chegar a 60 anos, mas uma punição desse tamanho é tida como improvável. A maior investigação sobre corrupção na história do futebol foi conduzida pelos EUA porque foram usadas empresas e contas bancárias para movimentar dinheiro no país.

O atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e o ex-presidente da confederação, Ricardo Teixeira, foram indiciados pelos mesmos sete crimes da acusação de Marin. Mas os dois estão no Brasil, país que não extradita seus cidadãos, e, portanto, estão longe do alcance das autoridades americanas. As acusações contra eles não serão retiradas.

No mesmo julgamento, foi condenado também o ex-presidente da Conmebol, Juan Angel Napout – o veredito do ex-presidente da Federação Peruana de Futebol, Manuel Burga, foi o único ainda não revelado. Das cinco acusações, Napout foi inocentado em duas: lavagem de dinheiro na Libertadores e na Copa América.

Marin foi acusado de receber US$ 6,5 milhões em propinas durante os três anos em que mandou na CBF – de 2012 a 2015. O dinheiro era pago por empresas de marketing esportivo, em troca de contratos de direitos de transmissão e marketing de campeonatos de futebol.

Ao longo de seis semanas de julgamento, os esquemas de corrupção foram detalhados por empresários que pagavam esses subornos – como o brasileiro J. Hawilla, da Traffic – e por outros dirigentes que receberam esses subornos. A defesa de Marin tentou desqualificar os delatores, mas falhou.

José Maria Marin chegou à presidência da CBF em 2012, aos 80 anos, quando Ricardo Teixeira renunciou, acossado por denúncias de corrupção no Brasil e no exterior. Como era o mais velho dos cinco vice-presidentes, Marin assumiu. Imediatamente nomeou Marco Polo Del Nero seu vice e passaram a dividir o poder.

*Com informações do Globo Esporte

Foto: Commons