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18 de julho de 2017, 09h23

Justiça espanhola emite ordem de prisão contra o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira

De acordo com as autoridades espanholas, o delito de Ricardo Teixeira foi “a apropriação por parte do presidente da CBF dos fundos pagos para obter os direitos das partidas jogadas pela seleção brasileira”.

De acordo com as autoridades espanholas, o delito de Ricardo Teixeira foi “a apropriação por parte do presidente da CBF dos fundos pagos para obter os direitos das partidas jogadas pela seleção brasileira”.

Da Redação*

Segundo o site espanhol Cronica Global, a justiça da Espanha emitiu ordem internacional de busca e captura contra o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

O motivo seria a participação do cartola brasileiro no esquema montado por Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, para desviar milhões de dólares em jogos amistosos da seleção. A ordem teria partido da juíza Carmen Lamela, da Audiência Nacional.

“(Ricardo) Teixeira obteve, de forma indireta, mediante a um emaranhado societário que se nutria da renda do acordo da ISE para a Uptrend, grande parte dos 8,3 milhões de euros que a ISE transferiu para a Uptrend pela suposta intermediação desta última”, afirmou Lamela.

Como consequência das investigações, Sandro Rosell já se encontra preso. Se fosse, de fato, detido, Ricardo Teixeira não seria extraditado para a Espanha, como determina a lei brasileira.

Os investigadores concluíram que “parte dos fundos não foi para a CBF, senão que, de uma forma fraudulenta, foi ao próprio Teixeira”. As autoridades espanholas ainda chegam à constatação de que o delito de Ricardo Teixeira foi “a apropriação por parte do presidente da CBF dos fundos pagos para obter os direitos das partidas jogadas pela seleção brasileira”.

Desde a prisão de Sandro Rosell, a defesa de Teixeira tem negado qualquer tipo de irregularidade.

*Com informações do Estadão