17 de janeiro de 2019, 22h02

Justiça manda apagar post em que dono da Havan chama advogados de “porcos” e “abutres”

Para juiz da 2ª Vara Federal de Florianópolis, Luciano Hang violou a honra e dignidade profissional de milhares de advogados

Jair Bolsonaro e o amigo Luciano Hang – Foto: Reprodução/Facebook Luciano Hang, proprietário da rede Havan, um dos principais apoiadores de Jair Bolsonaro no meio empresarial, ultrapassou os limites da liberdade de expressão, segundo decisão da Justiça, ao publicar, em suas redes sociais, mensagens ofensivas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O empresário chamou os advogados de “porcos que se acostumaram a viver num chiqueiro” e um “bando de abutres”, que “só pensam no bolso deles, quanto vão ganhar com a desgraça dos outros”, de acordo com informações de Tadeu Rover, do Conjur. Fórum terá um jornalista em Brasília em 2019. Será...

Jair Bolsonaro e o amigo Luciano Hang – Foto: Reprodução/Facebook

Luciano Hang, proprietário da rede Havan, um dos principais apoiadores de Jair Bolsonaro no meio empresarial, ultrapassou os limites da liberdade de expressão, segundo decisão da Justiça, ao publicar, em suas redes sociais, mensagens ofensivas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O empresário chamou os advogados de “porcos que se acostumaram a viver num chiqueiro” e um “bando de abutres”, que “só pensam no bolso deles, quanto vão ganhar com a desgraça dos outros”, de acordo com informações de Tadeu Rover, do Conjur.

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Leonardo Cacau Santos La Bradbury, juiz da 2ª Vara Federal de Florianópolis, concedeu liminar determinando que o Twitter, o Instagram e o Facebook removam a publicação.

Hang fez o comentário depois que a OAB se posicionou contra a extinção da Justiça do Trabalho. “A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) é uma vergonha. Está sempre do lado errado. Quanto pior melhor, vivem da desgraça alheia. Parecem porcos que se acostumaram a viver num chiqueiro, não sabem que podem viver na limpeza, na ética, na ordem e principalmente ajudar o Brasil. Só pensam no bolso deles, quanto vão ganhar com a desgraça dos outros. Bando de abutres”, escreveu.

Abuso e indenização

O Conselho Federal e a OAB-SC ingressaram com ação, solicitando que fosse reconhecido o abuso por parte do empresário. Liminarmente, pediram a exclusão das publicações. No mérito, que o empresário também seja condenado a pagar R$ 1 milhão de indenização por danos morais.

Para o juiz, Hang “acabou por violar a honra de uma instituição que é uma função essencial e indispensável à administração da Justiça, acabando por violar a honra e dignidade profissional de milhares de advogados”.

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