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18 de outubro de 2012, 14h04

Lembrando de um trambiqueiro

–Malandro, trambiqueiro, tem que ser simpático mesmo… Uma mulher dava bronca numa moça que foi enganada em não sei quê por um sujeito e dizia que o cara era muito simpático, não imaginava que ele fosse um enganador. Lembrei-me, então, de um trambiqueiro que conheci, o Aparecido, meu colega de trabalho numa época que tive […]

–Malandro, trambiqueiro, tem que ser simpático mesmo…

Uma mulher dava bronca numa moça que foi enganada em não sei quê por um sujeito e dizia que o cara era muito simpático, não imaginava que ele fosse um enganador.

Lembrei-me, então, de um trambiqueiro que conheci, o Aparecido, meu colega de trabalho numa época que tive que ir para o interior. Morava, segundo ele mesmo, na “casa mais bonita da cidade”. Casa própria, por sinal, só que ele nunca havia pago nenhuma prestação. Cada vez que a Caixa Econômica ameaçava lhe tomar a casa de volta, ele recorria a alguns amigos, altos políticos da Arena, o partido do governo ditatorial, e eles impunham à Caixa uma renegociação da dívida, e ele não pagava de novo, até nova renegociação.

Um dia, um amigo e colega de trabalho anunciou seu casamento, e o Aparecido se ofereceu para fazer uma lista para arrecadar dinheiro para a lua de mel dele, em vez de cada amigo dar um presentinho.

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