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26 de março de 2019, 08h38

Líder de Bolsonaro no Congresso, Joice Hasselmann posa com militares para “celebrar” golpe de 64: “Selva”

Em foto publicada no Twitter, Joice fala em "retomada da narrativa verdadeira" da história, ao se referir ao regime que censurou, prendeu, torturou e matou opositores

Joice Hasselmann e integrantes das Forças Armadas - Reprodução/Twitter
A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, comemorou, em suas redes sociais, a decisão de Jair Bolsonaro em recomendar as comemorações do “aniversário” golpe militar de 1964, “celebrado” em 31 de março. Junto a foto em que posa com militares, ela diz que a data foi incluída “na Ordem do Dia” das Forças Armadas e que cada comandante decidirá como comemorar o início do regime ditatorial que se estendeu por 25 anos, censurando, torturando e matando opositores. A partir deste ano, o Brasil irá comemorar o aniversário do 31 de março de 1964....

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, comemorou, em suas redes sociais, a decisão de Jair Bolsonaro em recomendar as comemorações do “aniversário” golpe militar de 1964, “celebrado” em 31 de março.

Junto a foto em que posa com militares, ela diz que a data foi incluída “na Ordem do Dia” das Forças Armadas e que cada comandante decidirá como comemorar o início do regime ditatorial que se estendeu por 25 anos, censurando, torturando e matando opositores.

“É a retomada da narrativa verdadeira de nossa história. Orgulho!” publicou Hasselmann em sua conta do Twitter.

Jornalista brasileira que atua em Berlim, Nina Lemos reagiu: “Isso é criminoso. Na Alemanha negar o holocausto é crime. Negar a ditadura é igual”.

Desde 2011, a pedido da presidente Dilma Rousseff (PT) – presa e torturada pelo regime –, as Forças Armadas tinham abdicado das comemorações do aniversário do golpe.

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