23 de novembro de 2018, 13h42

Ligado ao partido Novo, Salim Mattar vai comandar as privatizações no governo Bolsonaro

Dono da Localiza, empresário foi cotado para disputar o governo de Minas Gerais e doou R$ 700 mil para Romeu Zema - mais de 44% da receita da campanha.

Salim Mattar, secretário de Desestatizações e Desinvestimentos do Ministério da Economia (Divulgação)
Entusiasta e um dos maiores doadores da campanha do Partido Novo, o empresário Salim Mattar, dono da rede de locadoras de carros Localiza, vai comandar a secretaria de privatizações no governo Jair Bolsonaro (PSL). Defensor do ideário liberal e conselheiro do Instituto Millenium, Mattar chegou a ser sondado pelo partido Novo, para disputar o governo de Minas Gerais e doou R$ 700 mil para a campanha de Romeu Zema, candidato do partido que ganhou as eleições no Estado. O valor corresponde a 44,28% da receita de campanha do Novo em Minas. Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019....

Entusiasta e um dos maiores doadores da campanha do Partido Novo, o empresário Salim Mattar, dono da rede de locadoras de carros Localiza, vai comandar a secretaria de privatizações no governo Jair Bolsonaro (PSL).

Defensor do ideário liberal e conselheiro do Instituto Millenium, Mattar chegou a ser sondado pelo partido Novo, para disputar o governo de Minas Gerais e doou R$ 700 mil para a campanha de Romeu Zema, candidato do partido que ganhou as eleições no Estado. O valor corresponde a 44,28% da receita de campanha do Novo em Minas.

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Apesar de todos os recursos despejados no Novo, Salim Mattar traiu o partido e logo no primeiro turno da disputa eleitoral começou a pregar “voto útil” em Jair Bolsonaro, em vez de dedicar-se ao candidato da legenda, João Amoêdo (Novo), que teve 3% das intenções de voto.

Salim Mattar também é conselheiro do Instituto Millenium, fundação que agrega defensores da doutrina neoliberal no Brasil com o apoio dos grandes meios de comunicação.

O empresário comandará a agenda de gestão de estatais, enxugamento de quadros de funcionários, e também a política de desinvestimento de empresas públicas, como a venda de participações. ​

A secretaria de privatizações assume as funções que eram do Ministério do Planejamento, que será fundido à Fazenda.

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