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06 de dezembro de 2014, 09h31

Lirinha, um homem “capaz de arte”

Cinco anos após sair do “Cordel do Fogo Encantado”, Lirinha acumula realizações em diversas áreas artísticas, mas no norte da bússola, ainda está a poesia. “O papel do artista é questionar o Rei, é mangar e dizer coisas que nem todo mundo pode dizer. A gente tem que estar ali, feito bobo da corte, rindo […]

Cinco anos após sair do “Cordel do Fogo Encantado”, Lirinha acumula realizações em diversas áreas artísticas, mas no norte da bússola, ainda está a poesia. “O papel do artista é questionar o Rei, é mangar e dizer coisas que nem todo mundo pode dizer. A gente tem que estar ali, feito bobo da corte, rindo daquele rei assassino, que manga de você”

Por Igor Carvalho | Foto: Reprodução/Facebook

Quase cinco após deixar o “Cordel do Fogo Encantado”, José Paes de Lira, o Lirinha, segue encontrando sua inquietude, que não o deixa estagnar. “A paz eu encontro na música”, explica o cantor.

Herdeiro direto da “liberdade criativa” de Luiz Gonzaga, Lirinha tenta fugir de rótulos, que reforçam o capitalismo e sua prática de prateleiras, coisificando o artista. Em entrevista à Fórum, ele define seu momento como a “psicodelia da interlândia” e fala do encontro com o Hip Hop e a poesia periférica de São Paulo.

“Eu achava que eu conhecia tudo, que não me surpreenderia com nenhum movimento no Brasil ligado à poesia, mas nada se aproxima da grandeza de um sarau na periferia de São Paulo”, afirma.

Esta reportagem faz parte da edição 176 da Revista Fórum Semanal, para assinar e continuar lendo, clique aquiContribua com um jornalismo independente. 


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