24 de agosto de 2018, 23h39

Lisete pergunta para Doria por que ele mandou bater em professores

No debate da RedeTV, candidata do PSOL lembrou ainda que, além de reprimir violentamente professores que se mobilizavam contra a reforma da previdência, Doria foi condenado hoje por improbidade administrativa. "O senhor está reprovado"

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O ponto alto, até agora, do debate entre candidatos ao governo de São Paulo promovido pela RedeTV, na noite desta sexta-feira (24), foi o embate entre a professora Lisete (PSOL) e João Doria (PSDB). Antes do embate, Lisete fez uma provocação que causou constrangimento em Paulo Skaf (MDB) e no apresentador Boris Casoy. Ao escolher o candidato que queria perguntar, afirmou: “o candidato do Temer”. Casoy fingiu que não entendeu e repreendeu Lisete. “Chame pelo nome do candidato. Eu, por exemplo, não sei quem é o candidato do Temer”, disse. O candidato em questão era Paulo Skaf. Pelas regras do...

O ponto alto, até agora, do debate entre candidatos ao governo de São Paulo promovido pela RedeTV, na noite desta sexta-feira (24), foi o embate entre a professora Lisete (PSOL) e João Doria (PSDB).

Antes do embate, Lisete fez uma provocação que causou constrangimento em Paulo Skaf (MDB) e no apresentador Boris Casoy. Ao escolher o candidato que queria perguntar, afirmou: “o candidato do Temer”.

Casoy fingiu que não entendeu e repreendeu Lisete. “Chame pelo nome do candidato. Eu, por exemplo, não sei quem é o candidato do Temer”, disse. O candidato em questão era Paulo Skaf. Pelas regras do debate, no entanto, ele não poderia ser mais perguntado. A candidata do PSOL direcionou a pergunta, então, a João Doria (PSDB).

“Por que você mandou bater em professores?”, questionou. Visivelmente desconfortável, Doria partiu para o ataque: “Engraçado que você me escolheu para perguntar por sugestão do Luiz Marinho. Uma vez PT, sempre PT”. Lisete tentou rebater mas, mais uma vez, foi repreendida por Boris Casoy.

Doria, por sua vez, tergiversou na resposta e disse que não mandou bater em professor, quando o fato é que a Guarda Civil Metropolitana (de responsabilidade da prefeitura), durante mobilização de professores contra a reforma da previdência, encampou uma violenta repressão durante sua gestão.

Ele ainda ironizou, dizendo que a chamaria para o Palácio dos Bandeirantes, caso eleito, e que seria recebida “com flores, rosas e café”.

Na tréplica, Lisete lembrou, pela primeira vez no debate, que Doria foi condenado hoje à suspensão de seus direitos políticos por improbidade administrativa. “Com a condenação de hoje, eu diria que você está reprovado. Nesse pleito de governador pretende continuar fechando escolas, dando ração para crianças e continuar batendo em professores?”, questionou.