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16 de janeiro de 2019, 15h01

“Lista suja” apresenta quase 2.500 pessoas em situação de trabalho escravo

Relação conta com 204 nomes, em 22 das 27 unidades da federação, e os estados com maior presença são Minas Gerais, com 55 casos registrados, e Pará, com 27

Foto: Divulgação/MPT A chamada “lista suja” do trabalho escravo, que reproduz o cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, foi atualizada e divulgada pelo governo, de acordo com informações da RBA. A relação conta com 204 nomes, em 22 das 27 unidades da federação. Os estados com maior presença são Minas Gerais, com 55 casos registrados, e Pará, com 27. No total, 2.463 trabalhadores são atingidos. Fórum terá um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais A lista inclui ocorrências em áreas rurais e urbanas: são fazendas, carvoarias,...

Foto: Divulgação/MPT

A chamada “lista suja” do trabalho escravo, que reproduz o cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, foi atualizada e divulgada pelo governo, de acordo com informações da RBA.

A relação conta com 204 nomes, em 22 das 27 unidades da federação. Os estados com maior presença são Minas Gerais, com 55 casos registrados, e Pará, com 27. No total, 2.463 trabalhadores são atingidos.

Fórum terá um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais

A lista inclui ocorrências em áreas rurais e urbanas: são fazendas, carvoarias, áreas de extração, oficinas de costura e obras de construção.

Somente em um caso, em uma fazenda que abrange quatro municípios no interior de Minas, foram resgatados 348 trabalhadores. Também houve o caso de um canteiro de obras em Conceição do Mato Dentro, também Minas Gerais, com 173 operários.

Economia

Com a extinção do Ministério do Trabalho, a divulgação da “lista suja” virou responsabilidade do Ministério da Economia. Ao longo de três anos, o cadastro não foi atualizado.

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Em seguida, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribuna Federal (STF), então presidente da Corte, revogou a medida, mas ainda assim a relação não foi publicada.

A disputa jurídica continuou entre o Executivo e o Ministério Público do Trabalho (MPT), até que a divulgação fosse regularizada.

Confira aqui a “lista suja” atualizada

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