18 de dezembro de 2018, 22h39

Livro de Joice Hasselmann sobre a Lava Jato é alvo de processo por fraude

De acordo com reportagem de Vinicius Segalla, da Carta Capital, o “livro-reportagem” intitulado “Delatores”, assinado por ela, foi apurado e escrito por outro jornalista

Foto: Reprodução/YouTube

A deputada eleita Joice Hasselmann, uma das novas “estrelas” do PSL de Jair Bolsonaro, e que recentemente entrou em conflito com um dos filhos do presidente eleito, em um grupo de WhatsApp, está envolvida em um processo por fraude. A jornalista, que tem acusações antigas de plágio, agora é alvo de processo movido por um dos personagens citados no livro “Delatores”. De acordo com reportagem de Vinicius Segalla, da Carta Capital, o “livro-reportagem” assinado por ela foi apurado e escrito por outro repórter.

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Em síntese, Joice assina um livro baseado em coleta de dados e análise de documentação que não passou por seu crivo. “Delatores” aborda um tema bem polêmico: as informações colhidas por colaboradores em delações premiadas da Lava Jato.

A história ganhou notoriedade em consequência de um processo movido por Hermes Freitas Magnus, um dos delatores mencionados no livro, contra Joice. Magnus, empresário que denunciou um esquema do falecido deputado José Janene na Petrobras, reclama de “inverdades” contidas no livro.

Correções

Na ação, o empresário apresenta documentos que demonstram como as negociações a respeito do material publicado se deram entre ele e o escritor contratado, que teria tentado fazer com que Joice corrigisse as informações imperfeitas antes da publicação, porém, sem sucesso.

Joice nega veementemente as acusações e assegura que, além de ter apurado as informações, diz que escreveu o livro sem ajuda de ninguém.

“Meu livro é meu. Não tem nada de ‘ghost’. Isso é pilantragem. Magnus é um aproveitador em busca de holofotes e dinheiro”, se defende.

O jornalista, apontado como “ghostwriter”, declarou à Carta Capital que, por força de contrato de confidencialidade, não irá se pronunciar sobre o tema. A editora não respondeu às ligações até a publicação da reportagem.

Veja matéria completa na Carta Capital

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