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10 de Abril de 2014, 14h11

Luiza Bairros pergunta: Se não inserirmos negros no ensino, onde estaremos em 2030?

Ministra da Seppir alertou que a não inserção da população negra gera custos para a sociedade e, segundo ela, os prejuízos do racismo já podem ser mensurados

Ministra da Seppir alertou que a não inserção da população negra gera custos para a sociedade e, segundo ela, os prejuízos do racismo já podem ser mensurados

Por Redação

A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, discursou na última terça-feira (8), em Brasília, e perguntou: “Se não fizermos um esforço de aumento de escolaridade dos nossos jovens e adultos jovens agora, principalmente os negros, onde e como estaremos em 2030?”

O discursou ocorreu durante atividade promovida pela ONU Mulheres na capital federal. A ministra afirmou, no evento, que “o racismo no Brasil causa um prejuízo que já pode ser mensurado.”

Para Luiza, o processo de inclusão racial, agora, fará com que o Brasil, que tem uma população de negros estimada em 100 milhões, se beneficie com o chamado “bônus demográfico”. O momento em que a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras é maior do que a de pessoas que não trabalham, as crianças e os idosos. Esse é o momento de criar riquezas e de acumular até o ponto em que essa relação se inverte”, finalizou a ministra.