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12 de julho de 2016, 16h06

Lula: “Derrotar o impeachment hoje é mais fácil do que antes”

“Antes você tinha uma Câmara incontrolável. Agora Dilma está dependendo de seis votos, são seis senadores que podem mudar o destino do país, devolvendo a Dilma o mandato popular que o povo deu a ela”, disse em entrevista o ex-presidente Por Redação O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (12) durante uma entrevista para a Rádio Jornal, da cidade de Petrolina (PE), que agora está mais fácil derrotar o impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff no Senado. Segundo os cálculos de Lula, o impeachment está dependendo de seis senadores. “Antes você tinha uma Câmara incontrolável. Agora Dilma...

“Antes você tinha uma Câmara incontrolável. Agora Dilma está dependendo de seis votos, são seis senadores que podem mudar o destino do país, devolvendo a Dilma o mandato popular que o povo deu a ela”, disse em entrevista o ex-presidente

Por Redação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (12) durante uma entrevista para a Rádio Jornal, da cidade de Petrolina (PE), que agora está mais fácil derrotar o impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff no Senado.

Segundo os cálculos de Lula, o impeachment está dependendo de seis senadores. “Antes você tinha uma Câmara incontrolável. Agora Dilma está dependendo de seis votos, são seis senadores que podem mudar o destino do país, devolvendo a Dilma o mandato popular que o povo deu a ela”, disse.

O ex-presidente completou dizendo que “derrotar  o impeachment hoje é mais fácil do que antes”. Mesmo defendendo profundamente o mandato de Dilma, Lula diz que chegou a conversar com a presidenta afastada “dizendo o que eu acho que deve ser feito, mas a gente respeita a pessoa que está no mandato, que diz o que quer e como quer”, desabafou.

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Embora faça comentários não tão positivos a gestão de Dilma, Lula disse que as chamadas pautas bomba contribuíram com o aumento do desemprego.

“O país estava bem arrumadinho com uma taxa de desemprego de 4,3%, coisa de primeiro mundo. De repente desandou. Uma mistura de coisas equivocadas na economia, de uma política feita praticamente para tentar evitar que a presidenta governasse, era pauta bomba todo dia dentro da Câmara”, completa.

Foto: Ricardo Stuckert Filho

 

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