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17 de Abril de 2018, 09h14

Lula chega a 47% na Vox Populi; maioria considera prisão injusta

“A prisão de Lula, da forma como ocorreu, parece ter afetado a visão do cidadão comum, de forma a torná-la mais favorável ao ex-presidente”, avalia o diretor do instituto

De acordo com pesquisa do Instituto Vox Populi, realizada entre os dias 11 e 15 de abril, o ex-presidente Lula, ampliou sua vantagem sobre os demais candidatos às eleições de outubro depois que foi preso, no último dia 7 de abril. O levantamento demonstra ainda que ampla maioria considera que a sua prisão foi injusta.

Segundo a pesquisa, 41% dos brasileiros consideram que Lula foi condenado sem provas, 59% consideram que a prisão de Lula foi política e 58% acham que ele tem o direito de ser candidato novamente à presidência da República, mesmo depois da prisão.

Na pesquisa estimulada Lula marcou 47% das intenções de voto nos dois cenários, um com Henrique Meirelles e outro com Michel Temer. O segundo colocado nos dois cenários foi Jair Bolsonaro, com 11% no primeiro cenário e 12% no segundo.

A pesquisa perguntou ainda sobre a transferência de votos de Lula. Dos entrevistados, 23% responderam que votariam com certeza em um candidato que Lula apoiasse e 26% responderam que poderiam votar neste candidato, o que projeta uma transferência de votos de 49%.

Na pergunta espontânea sobre intenção de votos para presidente da República, Lula marcou 39% (eram 38% na pesquisa Vox de dezembro de 2016).

Nos cenários comparáveis de segundo turno, Lula marca 56% x 12% contra Geraldo Alckmin do PSDB (eram 50% x 14% em dezembro), 54% x 16% contra Marina Silva, da Rede, (eram 52% x 21%) e 54% x 20% contra Joaquim Barbosa, do PSB (eram 52% x 21%). Contra Bolsonaro, Lula ficaria com 55% x 17%.

Segundo o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, a pesquisa mostra que aumentou o sentimento de que o ex-presidente é vítima de uma injustiça e de que recebe um tratamento desigual por parte do Judiciário”.

A pesquisa constata o aumento da simpatia ao PT e a diminuição da rejeição a Lula.  “A prisão de Lula, da forma como ocorreu, parece ter afetado a visão do cidadão comum, de forma a torná-la mais favorável ao ex-presidente”, avalia Coimbra.