Imprensa livre e independente
25 de agosto de 2017, 12h50

Lula: Eu sou grato ao Sarney quando foi presidente do Senado

Ex-presidente explicou a importância de acordos para governar e retomar avanços no Brasil. Da Redação Em entrevista a duas rádios universitárias de Recife (PE), o ex-presidente Lula comentou acordos que o ajudaram a trazer grandes mudanças durante o seu governo. “Eu sou grato ao Sarney quando foi presidente do Senado”, declarou. “Teve um tempo em que as pessoas queriam que eu rompesse com o Sarney e eu ia ganhar o Marconi Perillo. Você vai deixar de ter um tubarãozinho manso, para ter um tubarão novo, mordendo até o pé”, revelou Lula. Entrevista aconteceu em mais uma manhã de compromissos do...

Ex-presidente explicou a importância de acordos para governar e retomar avanços no Brasil.

Da Redação

Em entrevista a duas rádios universitárias de Recife (PE), o ex-presidente Lula comentou acordos que o ajudaram a trazer grandes mudanças durante o seu governo. “Eu sou grato ao Sarney quando foi presidente do Senado”, declarou.

“Teve um tempo em que as pessoas queriam que eu rompesse com o Sarney e eu ia ganhar o Marconi Perillo. Você vai deixar de ter um tubarãozinho manso, para ter um tubarão novo, mordendo até o pé”, revelou Lula. Entrevista aconteceu em mais uma manhã de compromissos do ex-presidente em sua caravana pelo Nordeste.

Lula também comentou sobre a polemica criada acerca da participação de Renan Calheiros, durante sua passagem por Alagoas. Ressaltou que os dois ex-presidentes do Senado ajudaram a aprovar importantes projetos de seu governo no Congresso Nacional. “O Renan pode ter todos os defeitos. Mas ele me ajudou a conduzir este país“, ponderou.

“Se tem uma coisa que eu respeito é a minha relação pessoal. Eu nunca rompi politicamente com uma pessoa, para romper pessoalmente. Amizade é uma coisa, política é outra”, destacou Lula, uma vez que ambos apoiaram o impedimento da presidenta Dilma Roussef.

Veja também:  "Lula ainda tem muito a fazer pelo povo brasileiro", diz Carlos Lupi, presidente do PDT

Ressaltou que “o voto não é uma equação matemática, o voto é o despertar da consciência política da sociedade” e que a urna não é deposito de ódio. Urna é deposito de sonho. Explicando que poderão haver acordos pontuais com setores não ligados à esquerda para as eleições do próximo ano. “Se você não faz alianças eles vão para o outro lado”, disse. Relembrou ainda que era o “candidato que ficava com 30% de votos” e que para vencer foi buscar os outros 20% em seu antigo vice, o empresário José Alencar.

Assista ao trecho da entrevista:

Foto: Ricardo Stuckert

Fórum em Brasília, apoie a Sucursal

Fórum tem investido cada dia mais em jornalismo. Neste ano inauguramos uma Sucursal em Brasília para cobrir de perto o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Clique no link abaixo e faça a sua doação.

Apoie a Fórum