13 de março de 2019, 19h18

Lula: “Que aqueles que cultivam a cultura do ódio entendam que não precisamos de mais armas”

Ex-presidente transmitiu, da prisão em Curitiba, uma mensagem de condolências às famílias das vítimas do massacre na escola de Suzano (SP)

Foto: Ricardo Stuckert
Da prisão em Curitiba, o ex-presidente Lula transmitiu uma mensagem de condolências, no final da tarde desta quarta-feira (13), às famílias das vítimas do massacre que vitimou 8 pessoas em uma escola pública de Suzano (SP). Os dois atiradores, ex-estudantes da escola, se mataram em seguida. Na mensagem, divulgada pelas redes sociais, Lula critica a “cultura do ódio e da violência”. “Toda solidariedade aos alunos e trabalhadores da escola Raul Brasil e aos familiares das vítimas que hoje enfrentam essa terrível tragédia. Que aqueles que incentivam a cultura do ódio e da violência entendam que não precisamos de mais armas...

Da prisão em Curitiba, o ex-presidente Lula transmitiu uma mensagem de condolências, no final da tarde desta quarta-feira (13), às famílias das vítimas do massacre que vitimou 8 pessoas em uma escola pública de Suzano (SP). Os dois atiradores, ex-estudantes da escola, se mataram em seguida.

Na mensagem, divulgada pelas redes sociais, Lula critica a “cultura do ódio e da violência”. “Toda solidariedade aos alunos e trabalhadores da escola Raul Brasil e aos familiares das vítimas que hoje enfrentam essa terrível tragédia. Que aqueles que incentivam a cultura do ódio e da violência entendam que não precisamos de mais armas para que massacres como o de Suzano não se tornem cotidianos em nosso país. O Brasil precisa de paz”, escreveu o ex-presidente.

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Pouco antes, a ex-presidenta Dilma Rousseff também se pronunciou sobre o assunto. A petista aproveitou, em sua declaração, para criticar o “pacote anticrime” do ministro da Justiça, Sérgio Moro. “O porte de armas irrestrito e amplamente liberado a toda população vai dar instrumento para que o assassinato massivo se torne endêmico e cotidiano. A lei anticrime do ministro Moro é o encontro marcado com tragédias como a de Suzano”, afirmou.

O massacre em Suzano fez com que parlamentares do campo progressista lamentassem as mortes e propusessem debates sobre um maior controle de armas de fogo no país para evitar novas ocorrências como essa. Deputados governistas, por sua vez, em sua maioria se calaram sobre o episódio. Os que se pronunciaram, aproveitaram o fato para criticar o Estatuto do Desarmamento e a lei da maioridade penal.